Lucro do BNDES cai 21% no 3º trimestre

Resultado foi de R$ 2,043 bilhões; no acumulado do ano, queda chega a 39,2%

MÔNICA CIARELLI / RIO, O Estado de S.Paulo

22 de novembro de 2012 | 02h05

O Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) fechou o terceiro trimestre com um lucro de R$ 2,043 bilhões, o que corresponde a uma queda de 21,5% em relação ao resultado obtido no mesmo período do ano passado. No acumulado do ano, o banco amargou uma queda ainda maior, de 39,2% sobre os nove meses de 2011, totalizando R$ 4,785 bilhões.

Apesar de mais fraco, o lucro do terceiro trimestre melhora um pouco o desempenho do banco, que acumulava até o fechamento do primeiro semestre uma queda de 48% na comparação com o número de 2011.

Em relatório sucinto divulgado ontem em seu site na internet, o BNDES, cujo presidente é o economista Luciano Coutinho, explica que a queda no lucro foi motivada por uma despesa com provisão de risco de crédito de R$ 230 milhões. No mesmo período do ano passado, o banco havia computado uma receita de R$ 552 milhões com reversão de provisões feitas anteriormente.

Além disso, o BNDES destacou que o resultado foi afetado ainda pelo aumento da rubrica outras despesas líquidas em razão da atualização monetária de dividendos complementares pagos à União sobre os lucros de 2010 e 2011. Por outro lado, o resultado foi beneficiado pelo crescimento das operações financeiras, que passaram de R$ 1,611 bilhão para R$ 2,636 bilhões.

O banco informou ainda no relatório que o saldo de empréstimos e repasses captados pelo BNDES registrou um reforço de R$ 4,194 bilhões, influenciado pela entrada de recursos do Fundo Amparo ao Trabalhador (FAT) de R$ 4,3 bilhões.

A carteira líquida de operações de crédito representava 70,7% do ativo e apresentou um crescimento de R$ 11,319 bilhões no trimestre. Os créditos inadimplentes representaram 0,15% da carteira total, porcentual acima da taxa de 0,12% apurada em junho.

Já a rubrica investimentos cresceu R$ 3,9 bilhões no trimestre (4,6%), por causa de um ajuste na avaliação patrimonial de R$ 3,3 bilhões reconhecido pela BNDESpar, braço de participações acionárias do banco, relacionados a investimentos avaliados a valor justo.

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