Lucro do BNDES tem ligeira queda e atinge R$ 1,5 bi no 1º trimestre

Segundo comunicado, a inadimplência do banco atingiu o menor nível, de 0,01% no período

Antonio Pita

15 de maio de 2014 | 13h50

RIO - O Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) registrou lucro de R$ 1,56 bilhão no primeiro trimestre de 2014, com ligeira queda de 1,9% em relação ao mesmo período de 2013. Segundo o comunicado, a inadimplência do banco atingiu o menor nível, de 0,01% no trimestre, ante 0,04% em 2013.

O BNDES também destacou a alta de R$ 12,5 bilhões na carteira de créditos e repasses, ligada ao Programa de Sustentação do Investimento (BNDES PSI), descrito como um "instrumento de estímulo ao investimento produtivo brasileiro". No trimestre, o saldo da carteira de crédito e repasses, líquido de provisão para risco de crédito, atingiu R$ 577,8 bilhões. Deste total, 80,8% são créditos de longo prazo. No ano passado, o valor registrado foi de R$ 501,6 bilhões.

"A baixa inadimplência e o perfil de crédito refletem a consistência das políticas operacionais do BNDES. É resultado, sobretudo, da qualidade da gestão da sua carteira de crédito, que busca compatibilizar taxas de juros reduzidas e prazos compatíveis com projetos de longa maturação", diz o documento.

Segundo banco, o resultado "positivo" do trimestre foi gerado pelo segmento de renda fixa, que teve participação de 90,4% no resultado deste período. "Composto majoritariamente pelas operações de crédito e repasses, o segmento alcançou R$ 3,1 bilhões no primeiro trimestre de 2014, refletindo um aumento de R$ 500 milhões (alta de 17%) na comparação com o mesmo trimestre de 2013", informa o comunicado.

No segmento de renda variável houve redução de 57,3%, ou R$ 200 milhões, na comparação com o primeiro trimestre de 2013. Com o resultado, relacionado pelo banco às alienações, a participação deste item caiu para 3,7% no resultado do banco, ante 8,2% em 2013. "No primeiro trimestre de 2013, foi positivamente afetado pela alienação de investimentos, com excelente retorno para o Banco. Já no primeiro trimestre de 2014, marcado pela instabilidade dos mercados de capitais, não ocorreram alienações de vulto significativo", diz o comunicado.

Nas operações de tesouraria, o resultado atingiu o valor R$ 200 milhões. "A gestão da carteira de tesouraria inclui a monetização de títulos públicos federais nos quais são aplicadas suas disponibilidades de caixa", informa o comunicado. O banco reduziu em R$ 129 milhões (6,4%) as despesas, entre gastos administrativos, tributários e outros custos. Somente na área tributária, a redução foi de R$ 113 milhões, incluindo tributos que incidem sobre o lucro.

Com o resultado do trimestre, o banco fechou o mês de março com patrimônio líquido total de R$ 54,6 bilhões. O montante é 16% maior que o registrado no primeiro trimestre de 2013, no montante de R$ 46,8 bilhões.  Já o patrimônio de referência (PR) aumentou para R$ 97,3 bilhões, ante os R$ 85,3 bilhões.

O Índice de Basileia atingiu 17,1% no período entre janeiro e março de 2014, indicador que era de 14,7% no mesmo intervalo de 2013. A taxa exigida pelo Banco Central é de 11%.

No total, os ativos de todo o sistema do BNDES somaram R$ 777,8 bilhões ao final de março. No último ano, o valor havia sido de R$ 698,4 bilhões.

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