Daniel Teixeira/Estadão
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Lucro do Bradesco cresce 25,2% no segundo trimestre e alcança R$ 6,46 bilhões

Na primeira metade do ano, o lucro do Bradesco foi de R$ 12,700 bilhões, elevação de 23,7% em relação ao mesmo período do ano passado, de R$ 10,263 bilhões

Aline Bronzati, O Estado de S.Paulo

25 de julho de 2019 | 08h11

O Bradesco, segundo maior banco privado do País, teve alta de 25,2% no lucro líquido do segundo trimestre, alcançando R$ 6,462 bilhões no período. O resultado, divulgado nesta quinta-feira, 25, supera a previsão média de analistas do mercado financeiro e, segundo informações da própria instituição, foi beneficiado por aumento em receitas com prestação de serviços, maior margem financeira e menos despesas com provisões para perdas com inadimplência.

Na primeira metade do ano, o lucro do Bradesco foi de R$ 12,700 bilhões, elevação de 23,7% em relação ao mesmo período do ano passado, de R$ 10,263 bilhões.

O resultado trimestral e semestral do banco foram motivados, conforme destaca relatório que acompanha suas demonstrações financeiras, pelo resultado operacional. "Esta evolução reflete o aumento da margem financeira, menores despesas com provisões (expandida), maiores receitas de prestação de serviços e a contribuição das operações de seguros, previdência e capitalização", detalha a instituição no documento.

A carteira de crédito do Bradesco foi a R$ 560,538 bilhões ao término de junho, elevação de 2,2% ante março. No comparativo anual, cresceu 8,7%. No segundo trimestre, os empréstimos foram impulsionados, principalmente, pelas pessoas físicas. Enquanto a carteira de indivíduos cresceu 4,8% ante os três meses anteriores, a de empresas avançou 0,8%. No comparativo anual, as altas foram de 14,8% e 5,4%, respectivamente. 

O Bradesco fechou junho com R$ 1,412 trilhão em ativos totais, aumento de 8,1% em relação ao mesmo período do ano passado, quando somou R$ 1,306 trilhão. Na comparação com março, de R$ 1,388 trilhão, foi uma expansão de 1,7%.

O patrimônio líquido do Bradesco alcançou R$ 133,636 bilhões no segundo trimestre, elevação de 18,2% em um ano. Em relação ao primeiro, cresceu 5,5%. Seu retorno anualizado sobre o patrimônio líquido médio (ROAE, na sigla em inglês) foi a 20,6% ao final de junho, melhora de 0,1 ponto porcentual ante março. Em um ano, o indicador teve alta de 2,2 p.p. "É a mais elevada dos últimos 16 trimestres", informou o Bradesco.

Ajustes

O Bradesco anunciou ainda lucro líquido contábil de R$ 6,042 bilhões no segundo trimestre, aumento de 33,44% ante um ano, de R$ 4,528 bilhões. Ante os três meses anteriores, de R$ 5,820 bilhões, a cifra foi 3,81% maior. A diferença entre o lucro líquido recorrente e o contábil se dá, principalmente, por R$ 374 milhões de ágio pela aquisição do HSBC

Menos calotes

O índice de inadimplência do Bradesco, considerando os atrasos acima de 90 dias, ficou em 3,2% no segundo trimestre, queda de 0,1 ponto porcentual ante o primeiro. Trata-se da nona melhora trimestral consecutiva, conforme destaca o banco em relatório que acompanha suas demonstrações financeiras.

No comparativo anual, a inadimplência do Bradesco cedeu 0,7 ponto porcentual. O banco informa que obteve melhora em todos os segmentos como reflexo da melhor qualidade das novas safras e os ajustes nos processos de concessão e recuperação de crédito.

Na pessoa física, a inadimplência 90 dias passou de 4,33% em março para 4,26% em junho. O indicador nas micro, pequenas e médias empresas caiu de 4,19% para 4,14% e nos grandes grupos passou de 0,97% para 0,80%, respectivamente.

"Nos últimos 12 meses, o saldo dos créditos vencidos acima de 90 dias teve redução de 10%, com destaque para as carteiras de micro, pequenas e médias empresas, com queda de 14% e de grandes empresas com redução de 51% nos saldos em atraso", acrescenta a instituição, em relatório que acompanha suas demonstrações financeiras.

Já a inadimplência de curto prazo do Bradesco, que compreende atrasos entre 15 e 90 dias, teve piora no segundo trimestre. Subiu a 3,87% ao final de junho contra 3,81% em março. Segundo o banco, a variação observada no índice total está impactada por casos pontuais da carteira de grandes empresas e não reflete uma mudança de tendência.

Em junho, a Odebrecht entrou com pedido de recuperação judicial. Entre os bancos privados, o Bradesco é o mais comprometido, com R$ 4,796 bilhões em dívidas, mas conta com as ações da Braskem como garantia.

Santander 

Santander Brasil anunciou na manhã da última terça-feira, 23, lucro de R$ 3,635 bilhões no segundo trimestre deste ano, cifra 20,16% maior que a de R$ 3,025 bilhões registradas um ano antes. Ante os três meses anteriores, o crescimento foi de 4,3%. No semestre, o resultado totalizou R$ 7,120 bilhões, uma expansão de 21% em 12 meses.

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