Lucro do Bradesco cresce 39,5% no 3º trimestre

O Bradesco anunciou na manhã de hoje um lucro líquido contábil de R$ 2,527 bilhões no terceiro trimestre do ano, o que indica um aumento de 39,5% em relação ao mesmo período do ano passado. Na comparação com o segundo trimestre de 2010, a alta foi de 5,1%. O retorno anualizado sobre o patrimônio médio ficou em 22,5%, o que representa evolução de um ponto em 12 meses.

ALTAMIRO SILVA JÚNIOR, Agencia Estado

27 de outubro de 2010 | 07h50

O banco também informou que teve um lucro líquido ajustado de R$ 2,518 bilhões no terceiro trimestre, uma evolução de 2,6% ante o período anterior e de 40,3% na comparação anual. Esse resultado inclui, entre outros fatores, provisões de R$ 71 milhões para causas cíveis de clientes que pediram correção monetária de planos econômicos do passado. Considerando os meses de janeiro a setembro, o lucro líquido ajustado do Bradesco foi de R$ 7,12 bilhões, o que indica uma alta de 23,9% em relação ao mesmo período de 2009.

A melhora do resultado foi puxada pelas operações de crédito, aliadas à queda da inadimplência e à redução das provisões para devedores duvidosos. Os empréstimos tiveram expansão de 18,6% no terceiro trimestre ante o mesmo período do ano passado e de 4,4% em relação ao segundo trimestre deste ano. A carteira total, incluindo avais e fianças, encerrou setembro aos R$ 255,6 bilhões.

No crédito, as operações com pessoas físicas fecharam setembro com carteira de R$ 92,9 bilhões, crescimento de 23% em 12 meses e de 3,6% ante o período anterior. Já os empréstimos para pessoas jurídicas atingiram o montante de R$ 162,7 bilhões, crescimento de 16,2% na comparação anual e de 4,9% na trimestral. Os ativos totais do banco cresceram 26% e terminaram o terceiro trimestre em R$ 611,9 bilhões. Já o patrimônio líquido ficou em R$ 46,11 bilhões, o que representa um crescimento de 18,6% em relação a setembro do ano passado.

Inadimplência

Assim como nos trimestres anteriores, a expansão do crédito foi acompanhada por redução da inadimplência e das despesas com provisões para devedores duvidosos. O índice de calotes, considerando os atrasos superiores a 90 dias, caiu pelo quarto trimestre seguido, fechando setembro em 3,8%, ante 4% no trimestre anterior. Este foi o menor nível desde março do ano passado. Em setembro de 2009, o indicador atingiu o pico por conta da crise financeira mundial e chegou a 5%.

Houve queda em todos os segmentos. Na pessoa física, a inadimplência terminou setembro em 5,9%, abaixo dos 6,3% do trimestre anterior e dos 7,6% de setembro do ano passado. Para o segmento, é o menor indicador desde dezembro de 2008. Nos empréstimos para empresas também houve queda, mas em menor ritmo. Considerando a carteira de micro, pequenas e médias empresas, o índice de inadimplência terminou em 3,7%, ante 3,8% do período anterior. Já no terceiro trimestre do ano passado, o índice estava em 5,1%. Nas grandes empresas, a inadimplência terminou em 0,6%, ante 0,5% no trimestre anterior, mas abaixo do 0,9% registrado um ano antes.

Com a queda da inadimplência, as despesas com as provisões para devedores duvidosos (PDD) também recuaram. No terceiro trimestre, a despesa de PDD foi de R$ 2,059 bilhões, redução de 4,7% ante o trimestre anterior e de 29% em 12 meses. No acumulado dos nove primeiros meses do ano, essa despesa somou R$ 6,408 bilhões, queda de 27,1% na comparação com igual período de 2009. O banco também atribui a melhora nesse indicador ao aumento dos créditos recuperados pelos departamentos de cobrança, que evoluíram 81,2% no período, atingindo R$ 1,954 bilhão.

Já o saldo da PDD fechou setembro em R$ 16 bilhões, dos quais R$ 3 bilhões são provisões excedentes às requeridas pelo Banco Central, mesmo nível dos trimestres anteriores. No saldo total, praticamente não houve variação na comparação com o fechamento de junho, que foi de R$ 15,8 bilhões. No mesmo mês de 2009, o saldo estava em R$ 14,9 bilhões.

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