Daniel Teixeira/Estadão
Daniel Teixeira/Estadão

Lucro líquido do Bradesco soma R$ 6,8 bi no 4º trimestre de 2020, alta de 2,3% em um ano

Número representa o maior resultado trimestral da história do banco privado; montante, no entanto, não apagou a queda de R$ 19,4 bilhões do lucro acumulado, perda de 24,8% em relação a 2019

André Ítalo Rocha e Aline Bronzati, O Estado de S.Paulo

03 de fevereiro de 2021 | 19h20
Atualizado 03 de fevereiro de 2021 | 21h27

O Bradesco registrou lucro líquido recorrente de R$ 6,8 bilhões no quarto trimestre de 2020, o maior resultado trimestral da história do banco, e 2,3% superior ao que foi verificado um ano antes. Os avanços, contudo, foram insuficientes para evitar a queda no acumulado do ano, marcado por aumento de provisões em meio à crise causada pandemia de covid-19. O banco terminou 2020 com lucro acumulado de R$ 19,4 bilhões, retração de 24,8% em relação a 2019.

 “Estamos bastante satisfeitos com o resultado do quarto trimestre do ano e, claro, de todo o exercício de 2020. São números que refletem o esforço e dedicação de nossas equipes, num ano reconhecidamente difícil, desafiador em todos os aspectos, no qual a palavra de ordem foi superação e humildade”, afirmou o presidente do Bradesco, Octavio de Lazari, em nota à imprensa.

A carteira de crédito expandida do Bradesco totalizou R$ 664,4 bilhões no último trimestre de 2020, saldo 10,3% maior que o dos três meses anteriores. Em um ano, a alta foi de 3,4%. Dessa vez, os empréstimos foram impulsionados pelo segmento pessoa física, ao contrário do que ocorreu no início da pandemia, quando o governo entrou com estímulos para socorrer empresas.

A carteira para pessoa física teve avanço de 6,9% no quarto trimestre em relação a igual período do ano anterior, para R$ 260 bilhões. Para pessoa jurídica a expansão foi mais tímida, de 1,4%, para R$ 427 bilhões.

O banco encerrou dezembro com R$ 1,6 trilhão em ativos totais, um incremento de 16,7% em 12 meses. No comparativo trimestral, porém, houve uma queda de 0,9%.

Já o patrimônio líquido do Bradesco foi a R$ 143,7 bilhões no quarto trimestre, aumento de 4,5% em relação ao anterior. Na comparação com o mesmo intervalo do ano passado, o indicador subiu 7,5%.

De acordo com Lazari, o desempenho da instituição em 2020 mostrou a capacidade do Bradesco de enfrentar cenários adversos. “Tivemos agilidade e adotamos ações objetivas de gestão para mobilizar a nossa rede de distribuição de produtos e serviços, além de contarmos com uma estrutura tecnológica robusta para o atendimento digital”, disse.

Expectativas

Para 2021, o executivo mostrou confiança e disse que o cenário não é mais de desolação, mas, sim, de reconstrução, com incertezas menores que no ano passado. “A pandemia está aí, um problema grave, mas já temos a vacinação em andamento em todo o mundo. Sem dúvida, a velocidade e o impacto dessa imunização são menores que o nosso desejo, mas é o caminho possível e o cenário é positivo para o médio prazo”.

Lazari afirmou ainda que tem convicção de que a economia entrará em terreno positivo neste ano e que o ciclo de recuperação poderá surpreender na medida que a vacinação avance mais rapidamente. “2021 será muito melhor que 2020”, ressaltou.

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