Lucro do Credit Suisse cai, mas banco vê forte início em 2010

O Credit Suisse atraiu mais dinheiro e transações de clientes até agora neste ano do que desde o começo da crise financeira internacional, afirmou o presidente-executivo da instituição nesta quinta-feira. O comentário sobrepujou um resultado trimestral fraco e as ações do banco subiam enquanto o rival UBS recuava.

LISA JUCCA, REUTERS

11 de fevereiro de 2010 | 10h44

O Credit Suisse, que enfrentou a crise financeira sem ajuda estatal, recuperou-se sob o comando de Brady Dougan. A instituição saiu de um prejuízo recorde em 2008 para um lucro líquido de 6,7 bilhões de francos suíços (6,3 bilhões de dólares) em 2009. O principal responsável pela performance anual foi o melhor desempenho já registrado pela área de banco de investimento da instituição.

Dougan disse que 2010 começou bem para o banco, que superou o UBS em meio a crise, se tornando o maior banco suíço em valor de mercado.

"Tivemos um forte início para o trimestre com forte atividade dos clientes. Nosso fluxo de transações e de ativos novos líquidos são os melhores desde a crise", afirmou o presidente-executivo. "Estamos confiantes sobre as perspectivas para 2010."

O lucro de 783 milhões de francos suíços no quarto trimestre, porém foi o mais fraco resultado trimestral no ano e ficou abaixo do obtido pelo UBS no período.

Na terça-feira, o UBS apresentou seu primeiro lucro trimestral em mais de um ano, de 1,2 bilhão de francos suíços, bem acima do esperado pelo mercado.

Analistas consultados pela Reuters esperavam em média que o Credit Suisse divulgasse lucro líquido de 1,3 bilhão de francos suíços no quarto trimestre e de 7,2 bilhões para o ano. Mesmo desconsiderando eventos não recorrentes, o resultado continuou menor que o previsto pelo mercado.

Apesar de uma performance anual forte, o lucro da aérea de banco de investimento caiu quase 50 por cento em relação ao terceiro trimestre.

"Assim como seus concorrentes, o Credit Suisse viu uma notável queda na atividade em banco de investimento" no quarto trimestre, disse Christian Stark, analista da Cheuvreux. "Talvez a decepção com a performance do banco de investimento no quarto trimestre seja compensada com o bom início deste ano", acrescentou.

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