Lucro do Goldman cai menos que o esperado, ação dispara

O Goldman Sachs anunciou nestaterça-feira que seu lucro caiu pela metade no primeirotrimestre depois de sofrer mais de 2,5 bilhões de dólares emperdas com empréstimos e outros ativos. Apesar disso, operaçõesfortes de corretagem ajudaram o banco a superar expectativasreduzidas de um mercado ansioso. Após a divulgação do balanço, as ações do banco operavamdisparavam 9 por cento, enquanto o índice Dow Jones subia 2 porcento. O maior banco de Wall Street em lucro e valor de mercadoinformou que o lucro líquido caiu para 1,51 bilhão de dólares,ou 3,23 dólares por ação, no trimestre encerrado em 29 defevereiro. No mesmo período do ano passado, o ganho foi de 3,2bilhões de dólares, ou 6,67 dólares por ação. A receitatrimestral recuou 35 por cento, para 8,34 bilhões de dólares. Analistas em média esperavam que o Goldman tivesse lucro de2,57 dólares por ação sobre receitas de 7,3 bilhões de dólares,segundo a Reuters Estimates. "O Goldman mais uma vez brilha em momentos difíceis. Temposcomo esses separam as melhores performances", disse MichaelHolland, fundador da Holland & Co, que administra 4 bilhões dedólares em recursos. "Este foi um balanço estelar", disse ele. As receitas do banco com corretagem e investimentos caiuquase que pela metade em relação ao mesmo período do anopassado, para 5,12 bilhões de dólares. Na comparação com oquarto trimestre a queda foi de 26 por cento, refletindo ascontínuas turbulências dos mercados financeiros. O Goldman também registrou cerca de 1 bilhão de dólares emprejuízo líquido com empréstimos para hipotecas, bem comoperdas de 1 bilhão de dólares com empréstimos mais arriscadospara empresas e declínio de valor de seus investimentos. Enquanto isso, a receita com atividades de banco deinvestimentos caiu em um terço para 1,17 bilhão de dólares,refletindo uma queda na subscrição de dívida e declínio daoferta de ações. "As condições de mercado foram claramente muito difíceis",disse o presidente-executivo do Goldman, Lloyd Blankfein, emcomunicado. "Mas nós vimos forte atividade de clientes emmuitos de nossos negócios." Bancos e corretoras tem sido pressionados por mais de umano, enquanto a pior crise no mercado imobiliário dos EUA emdécadas e uma crise nos mercados de crédito gerou mais de 200bilhões de dólares em perdas ao redor do mundo. (Reportagem de Joseph A. Giannone)

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