JF DIORIO/ESTADÃO
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Lucro do Grupo CCR soma R$ 667,1 milhões no segundo trimestre, alta de 357,9%

Tráfego consolidado das rodovias administradas pelo grupo caiu 0,8% no período

Luciana Collet, O Estado de S.Paulo

14 Agosto 2017 | 18h48

O Grupo CCR registrou lucro líquido de R$ 667,1 milhões no segundo trimestre de 2017, o que corresponde a um aumento de 357,9% na comparação com os R$ 145,7 milhões reportados em igual etapa do ano anterior. Já o lucro líquido mesma base ficou em R$ 287,5 milhões, um crescimento de 195,8% em relação aos R$ 97,2 milhões contabilizados há um ano.

O critério "mesma base" excluem efeitos não-recorrentes das aquisições de participações na ViaQuatro, que passou a ser controlada pela companhia no segundo trimestre deste ano, e na ViaRio, além de excluir a STP, cuja venda de participação foi concluída em 31 de agosto do ano passado e, nas comparações pró-forma mesma base, exclui-se também a VLT.

O Ebitda (lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização) ajustado da CCR somou R$ 1,629 bilhão entre abril e junho deste ano, alta de 69,7% sobre igual intervalo de 2016. A margem Ebitda ajustada ficou em 88,4% no trimestre, alta de 28,4 pontos porcentuais (p.p.) na base anual. O Ebitda ajustado mesma base avançou 4,8% na mesma comparação, para R$ 1,006 bilhão, com margem 58,4%, queda de 1,6 p.p..

A receita líquida, excluindo a receita de construção, totalizou R$ 1,842 bilhão entre abril e junho, montante 15,2% maior que o verificado no mesmo intervalo de 2016. Pelo critério mesma base, a alta foi de 7,7%, para R$ 1,722 bilhão.

Pró-forma. Pelo critério pró-forma, que inclui dados proporcionais das controladas em conjunto, o Ebitda ajustado avançou 55,5% entre os períodos, totalizando R$ 1,721 bilhão, com margem em 86,7%, alta de 27,4 p.p. na base anual.

Neste critério, o Ebitda ajustado mesma base avançou 4,4% no segundo trimestre de 2017 ante o mesmo intervalo de 2016, para R$ 1,088 bilhão, enquanto a margem Ebitda ajustada mesma base caiu 1,4 p.p., para 59%.

A receita líquida pró-forma avançou 6,4%, para R$ 1,985 bilhão. Já a receita líquida ajustada mesma base pró-forma aumentou 6,9%, para R$ 1,844 bilhão.

Tráfego. A CCR registrou um recuo de 0,8% no tráfego consolidado das rodovias administradas pelo grupo no segundo trimestre de 2017 em relação ao mesmo período de 2016. Por outro lado, a tarifa média nas rodovias, medida em reais por veículo equivalente, aumentou 7,7% entre os períodos, para R$ 6,54.

Os dados incluem os resultados das concessionárias AutoBAn, NovaDutra, RodoNorte, ViaLagos, ViaOeste, RodoAnel Oeste, SPVias e MSVia. A CCR informa que as concessionárias que cobram pedágio em apenas um sentido da rodovia apresentam os seus volumes de tráfego duplicados, para se ajustarem àquelas que adotam cobrança bidirecional.

Em entrevista ao Estadão/Broadcast, o gerente de Relações com Investidores da CCR, Marcus Macedo, afirmou que, apesar da queda no volume de veículos equivalentes pelas rodovias do grupo em relação aos primeiros três meses de 2016, os dados seguem mostrando recuperação em relação ao trimestre anterior. Entre janeiro e março, o tráfego recuou 2,8% na comparação com igual etapa do ano passado.

"E se você olhar os números da ABCR (Associação Brasileira de Concessionárias de Rodovias), verá que os dados de julho foram muito positivos (...) Está havendo recuperação e julho mostra que já estamos no campo de crescimento de tráfego", comentou.

Conforme divulgou a entidade na semana passada, o Índice ABCR, que mede o fluxo de veículos nas estradas concedidas à iniciativa privada, registrou aumento 2,4% em julho frente igual mês de 2016. O fluxo de veículos leves subiu 2,1% e o fluxo de pesados avançou 3,1%. Na comparação com junho, a alta foi de 0,1%. (

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