Daniel Teixeira/Estadão
Daniel Teixeira/Estadão

Lucro do Itaú fica perto de R$ 25 bi em 2017

Somente no 4º trimestre, instituição teve ganho de R$ 6,28 bilhões; banco afirmou ter sentido melhora da procura por crédito nos últimos meses do ano

Aline Bronzati, Cynthia Decloedt e Fernanda Guimarães, O Estado de S.Paulo

05 Fevereiro 2018 | 20h46

Ajudado pelo crescimento das receitas, em especial no setor de cartões, o Itaú Unibanco registrou lucro líquido de R$ 6,28 bilhões no quarto trimestre de 2017, expansão de 7,95% em relação ao mesmo período do ano anterior. Com o resultado de outubro a dezembro, os ganhos da instituição somaram R$ 24,87 bilhões no acumulado do ano passado, uma alta de 12,3% em relação a 2016.

O resultado do Itaú supera os lucros de seus principais concorrentes privados, Santander e Bradesco, que divulgaram resultados na semana passada. O banco espanhol teve lucro de quase R$ 10 bilhões no ano passado, enquanto o Bradesco teve ganhos de R$ 19 bilhões.

“Em 2017, apresentamos resultados sólidos. No Brasil, a conjunção de fatores favoráveis, como juros baixos e inflação sob controle, prenunciam um cenário positivo para 2018, com boas perspectivas de crescimento econômico e maior demanda por crédito”, destacou o presidente do Itaú, Candido Bracher, no balanço.

++ Cade recomenda aprovação de compra de fatia da XP pelo Itaú com restrições

Crédito. Nos comentários sobre o balanço, o Itaú destacou que percebeu, em 2017, uma retomada gradual da concessão de crédito – a carteira voltada ao financiamento de veículos, por exemplo, registrou no quarto trimestre o primeiro avanço em mais de cinco anos. O banco destaca ainda avanços em crédito imobiliário e no voltado a micro e pequenas empresas.

“A retomada da atividade econômica e dos índices de confiança do consumidor impulsionaram aumento na demanda por crédito”, avalia Bracher. Em dezembro, a carteira de crédito do Itaú atingiu R$ 593,7 bilhões, alta de 3,2% ante setembro, mas baixa de 0,8% sobre o fim de 2016. Com as operações herdadas do Citi, cuja aquisição foi feita em 2016, mas concluída em 2017, a carteira soma R$ 600,1 bilhões – o que põe o resultado em terreno positivo no ano, com avanço de 0,3%.

++ ENTREVISTA: 'Não estou alinhado a interesses do Itaú'

O resultado, no entanto, ficou abaixo das projeções que a instituição havia feito para o ano passado. A queda de 0,8%, excluído o efeito positivo da incorporação do Citi, ficou bem abaixo das estimativas, que previam de uma estabilidade, na pior das hipóteses, até uma expansão de 4%.

Os ativos totais do Itaú somaram R$ 1,5 trilhão no quarto trimestre, aumento de 5,4% ante os três meses anteriores, de R$ 1,466 trilhão. Na comparação com o fim de 2016, quando estavam em cerca de R$ 1,427 trilhão, houve aumento de 5,39%. O patrimônio líquido foi a R$ 126,9 bilhões de setembro a dezembro, elevação de 9,8% em 12 meses e de 2,7% na comparação com os três meses anteriores.

Estrutura. O Itaú encerrou 2017 com 4,91 mil agências e postos de atendimentos. O banco fechou nove unidades no quarto trimestre e 193 em um ano. O número de colaboradores foi a 96,4 mil em dezembro, com a adição de 109 pessoas no quarto trimestre e de 1,65 mil ante 2016.

++Negócio entre XP e Itaú acende debate sobre ‘desbancarização’

“O crescimento do número de colaboradores no ano ocorreu pela contratação para a estrutura do banco de varejo, relacionado à rede de agências. Adicionalmente, iniciamos um processo de contratação com o objetivo de reforçar a força de vendas da Rede”, destacou o Itaú, em relatório sobre suas demonstrações financeiras.

Mais conteúdo sobre:
Itaú [banco]

Encontrou algum erro? Entre em contato

publicidade

publicidade

publicidade

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.