Epitácio Pessoa/Estadão
Epitácio Pessoa/Estadão

Lucro do Itaú sobe 29% em 2014 e atinge a marca de R$ 20,242 bi

Resultado do 4º trimestre do ano passado cresceu 18,8% em relação aos três meses anteriores, em linha com as expectativas dos analistas do mercado

O Estado de S. Paulo

03 Fevereiro 2015 | 07h52

SÃO PAULO - Em 2014, o lucro do Itaú Unibanco chegou a R$ 20,242 bilhões, 29% superior aos R$ 15,696 bilhões vistos em 2013. O banco divulgou nesta terça-feira, 3, seus resultados no período de outubro a dezembro do ano passado, anunciando lucro líquido de R$ 5,520 bilhões no quarto trimestre de 2014, montante 18,8% maior que o registrado no mesmo intervalo do ano anterior, de R$ 4,646 bilhões. Em relação ao terceiro trimestre, quando a cifra foi de R$ 5,404 bilhões, foi identificada elevação de 2,1%.   

A previsão média de analistas consultados pela Reuters era de lucro de R$ 5,367 bilhões, excluindo efeitos não recorrentes.

A carteira de crédito total do Itaú Unibanco, que inclui avais e fianças, encerrou dezembro com saldo de R$ 559,694 bilhões, 4,4% maior que a cifra registrada em setembro, de R$ 536,287 bilhões. Na comparação anual, quando a carteira estava em R$ 509,879 bilhões, foi identificada expansão de 9,8%.

Em ativos totais, o Itaú Unibanco alcançou R$ 1,208 trilhão nos últimos três meses do ano passado, crescimento de 9,3% em relação ao mesmo período de 2013, de R$ 1,105 trilhão. Ante o terceiro trimestre, o crescimento foi de 4,4%.  

O patrimônio líquido do Itaú Unibanco foi a R$ 95,848 bilhões ao final de dezembro, alta de 18,3% em um ano e de 5,6% ante setembro. O retorno sobre o patrimônio líquido médio atualizado (ROE) ficou em 24,0% no quarto trimestre de 2014, aumento de 0,3 ponto porcentual na comparação com um ano, de 23,7%. Ante os três meses imediatamente anteriores, o indicador apresentou queda de 0,5 ponto porcentual. No ano passado, ficou em 23,5% ante 20,7% em 2013. (Com informações da Agência Estado e da Reuters).

Projeções. O Itaú espera que a sua carteira de crédito total cresça no mínimo 6% e no máximo 9% neste ano. A projeção é mais tímida que a de 2014, de aumento de 10% a 13%. No último trimestre, porém, o banco havia revisado para baixo a sua expectativa e sinalizou que os empréstimos cresceriam em torno dos 8% no exercício passado.  

Quanto à projeção para despesas de provisões para créditos de liquidação duvidosa líquidas de recuperação de créditos, o banco espera que esses gastos somem de R$ 13 bilhões a R$ 15 bilhões, mesmo intervalo divulgado para 2014.  

Já as receitas de serviços, incluindo os ganhos com operações de seguros, previdência e capitalização menos as despesas com sinistros e os gastos de comercialização de seguros, previdência e capitalização devem avançar de 9% a 11%. O intervalo é mais conservador que o traçado para 2014, de aumento de 12% a 14%.  

O Itaú Unibanco espera que as despesas não decorrentes de juros tenham crescimento de no mínimo 6,5% e no máximo 8,5% em 2015. No ano passado, o banco tinha uma projeção mais tímida, de elevação de 10,5% a 12,5%.  

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