Daniel Teixeira/Estadão
Daniel Teixeira/Estadão

Lucro do Itaú cai 40% no 2º trimestre, para R$ 4,2 bi, com efeitos da covid-19

O resultado, no entanto, cresceu 7,5% no comparado com o primeiro trimestre deste ano; banco disse que melhora se deu pelo reforço no colchão para eventuais perdas com a pandemia

Aline Bronzati, O Estado de S.Paulo

03 de agosto de 2020 | 19h41
Atualizado 04 de agosto de 2020 | 17h10

O Itaú Unibanco registrou lucro líquido recorrente de R$ 4,2 bilhões no segundo trimestre, valor 40,2% menor em relação ao mesmo período do ano passado, quando totalizou R$ 7,03 bilhões. O resultado sofreu o impacto do aumento das provisões para calotes em meio à pandemia de coronavírus. No entanto, na comparação com o primeiro trimestre, os ganhos do maior banco do País tiveram alta de 7,5%. No primeiro semestre, o lucro líquido do Itaú somou R$ 8,1 bilhões, redução de 41,6% em relação ao mesmo período de 2019.

Os resultados trimestrais vieram em linha com as previsões de seis bancos e casas de investimento consultadas pelo serviço Prévias Broadcast, que projetou um resultado médio de R$ 4,207 bilhões para o período. 

O segundo trimestre, ao contrário do primeiro, já inclui inteiramente o impacto do covid-19 – o primeiro caso foi registrado no País na Quarta-Feira de Cinzas, no fim de fevereiro. “Em meio ao cenário adverso da economia em face da pandemia de covid-19 notamos alguns sinais de melhora ao longo do segundo trimestre”, afirmou o Itaú, no relatório que acompanha suas demonstrações financeiras. Por esse motivo, a instituição viu menos motivos para realizar provisões do que no primeiro trimestre.

Essa noção de melhora do cenário também contribuiu para uma redução no custo do crédito do banco, que teve uma queda de 23% no segundo trimestre, na comparação com os três meses anteriores, atingindo R$ 7,8 bilhões. A carteira de crédito total do banco alcançou R$ 811,3 bilhões no segundo trimestre, aumento de 2,9% em relação ao primeiro. Em um ano, foi identificada expansão mais significativa, de 20,3%.

Força no crédito

O crescimento dos empréstimos foi motivado pelo crédito corporativo. O Itaú emprestou 3,6% mais a grandes empresas no segundo, em relação a o primeiro trimestre. No caso de micro, pequenas e médias, o crescimento foi de 2,8%. No outro extremo, as pessoas físicas tomaram 3,9% menos crédito, na mesma base de comparação.

O patrimônio líquido do Itaú era de R$ 126,4 bilhões ao fim de junho, 0,5% maior em um ano. No trimestre, cresceu 2,2%. A rentabilidade sobre o patrimônio líquido caiu por causa das reservas contra eventuais calotes. Ficou em 13,5% entre abril e junho – acima da marca de 12,8% do primeiro trimestre, mas ainda muito longe do patamar de 23,5% de um ano atrás.

No segundo trimestre, o maior banco da América Latina ultrapassou a marca recorde de R$ 2 trilhões em ativos totais, expansão de 23,6% em um ano. No comparativo trimestral, foi vista uma expansão de 4,7%. O Itaú manteve suspensas as projeções de desempenho para 2020 por conta da pandemia do novo coronavírus.

Comentários

O banco comenta seus resultados do primeiro trimestre na próxima terça-feira, 4, às 8h30, em teleconferência com a imprensa. Na sequência, às 10h e às 11h30, realiza teleconferência com analistas e investidores, em português e em inglês.

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