Daniel Teixeira/Estadão
Daniel Teixeira/Estadão

Lucro do Magazine Luiza cai 12,4% e fecha o terceiro trimestre em R$ 206 milhões

No mesmo período, as vendas totais da companhia atingiram um total de R$ 12,3 bilhões, alta de 81,2% na comparação com 3º trimestre do ano passado

Talita Nascimento, O Estado de S.Paulo

09 de novembro de 2020 | 19h55
Atualizado 09 de novembro de 2020 | 20h50

O Magazine Luiza registrou lucro líquido de R$ 206 milhões no terceiro trimestre de 2020, queda de 12,4% em relação ao mesmo período de 2019. No critério ajustado, a varejista teve ganhos de R$ 216 milhões, avanço de 69,6% em relação ao apresentado um ano atrás. O ajuste desconsidera o crédito fiscal reconhecido no terceiro trimestre de 2019 e outros dados não recorrentes.    

O Ebitda (lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização) somou R$ 546,1 milhões entre julho e setembro, uma alta de 9% na comparação anual. No critério ajustado, o indicador ficou em R$ 561,2 milhões, alta de 41,2%. Enquanto isso, em razão da maior penetração do e-commerce, a empresa diminuiu sua margem bruta ajustada de 30,6% para 26,2%. A queda, segundo escreve a companhia na divulgação de resultados, tem a ver com a maior participação das vendas online no total.    

As vendas totais da companhia, atingiram R$ 12,3 bilhões no terceiro trimestre, alta de 81,2% em relação ao registrado um ano atrás. E o comércio eletrônico representou 66,3% das vendas do trimestre, ante 48,3% um ano atrás.    

Nos últimos 12 meses, o Magazine Luiza aumentou sua posição de caixa líquido ajustado em R$ 5,3 bilhões, passando de uma posição ajustada de R$ 600 milhões em setembro de 2019 para R$ 5,9 bilhões ao fim do mesmo mês de 2020. A empresa encerrou o trimestre com uma posição total de caixa de R$ 7,6 bilhões, considerando caixa e aplicações financeiras de R$ 2,9 bilhões mais R$ 4,7 bilhões em recebíveis de cartão de crédito.

O resultado do terceiro trimestre do Magazine Luiza mostrou  que o modelo de multicanalidade, sustentado pela gestão há 20 anos, dá certo. No primeiro balanço com lojas reabertas, a companhia recuperou a rentabilidade e, impulsionada pelo crescimento digital, avançou 69,6% em seu lucro líquido recorrente. Enquanto isso "sementes do futuro", como o presidente da companhia, Frederico Trajano, nomeou as recentes aquisições do grupo, já foram plantadas.

  • Ecossistema:

Em dois meses, a companhia fez oito aquisições. A maior parte delas, startups. As compras vieram no sentido de construir um ambiente digital no qual se encontre tudo e, assim, haja grande recorrência de compra. A estratégia, segundo o CEO é de "digitalizar o varejo". Ou seja, além de vender, tornar-se um prestador de serviços para os vendedores de seu marketplace.

  • Não para:

Com caixa robusto mesmo depois das últimas compras, a empresa deve fazer mais movimentos para compor sua rede de produtos e serviços. O modelo é inspirado em companhias como a chinesa Alibaba.

 

  • Fora da contramão:

A primeira aposta do Magalu, que agora se consagra, foi de manter as lojas físicas e o digital juntos, enquanto o mercado dizia o contrário. Agora, porém, o mercado compra sua ideia inspirada na China. E as concorrentes brasileiras, por sua vez, parecem buscar o mesmo - ainda que mais lentamente e com menos caixa.

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