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Lucro do Pão de Açúcar cresce 12% em 2010, para R$ 722,4 milhões

No 4º trimestre, ganho líquido atingiu R$ 447 milhões, alta de 81% antes mesmo período de 2009 

Rodrigo Petry, da Agência Estado,

24 de fevereiro de 2011 | 07h23

O Pão de Açúcar registrou lucro líquido consolidado, que inclui as bandeiras Casas Bahia e Ponto Frio, de R$ 447 milhões no quarto trimestre do ano passado, alta de 81% sobre o mesmo período de 2009. Sem Casas Bahia e Ponto Frio, o lucro líquido do Pão de Açúcar avançaria 144,8% no quarto trimestre, para R$ 498 milhões. Os resultados da Casas Bahia foram consolidados a partir de novembro do ano passado ao Pão de Açúcar. As informações seguem o padrão contábil internacional (IFRS).

A empresa ressalta que, nesse trimestre teve impactos não recorrentes, entre os quais o efeito decorrente da associação com a Casas Bahia, apurado com base no BRGAAP e IFRS e o efeito negativo de reconhecimento de contingências federais e estaduais. Esses valores líquidos de impostos foram de R$ 170,0 milhões. Excluído os efeitos não recorrentes do quarto trimestre, o lucro líquido seria de R$ 254,7 milhões. Neste caso, o lucro líquido ajustado consolidado sofreria uma queda de 27,2% sobre igual intervalo de 2009 - período no qual a varejista registrou efeitos não recorrentes, dessa vez, positivos de R$ 102,8 milhões.

Em 2010, o lucro líquido consolidado do Pão de Açúcar totalizou R$ 722,4 milhões, resultado 12,1% superior ao do ano imediatamente anterior. Excluindo-se efeitos não recorrentes, o lucro líquido ajustado consolidado do ano passado somaria R$ 609,5 milhões, representando queda de 12,3% sobre 2009. Já desconsiderando os resultados da Casas Bahia e do Ponto Frio, o lucro líquido do Pão de Açúcar avançaria 25,2%, para R$ 819,2 milhões em 2010.

A geração de caixa, medida pelo Ebitda, atingiu no consolidado das operações do Pão de Açúcar R$ 769,3 milhões no quarto trimestre do ano passado, aumento de 54,9%. A margem Ebitda consolidada avançou 0,3 ponto porcentual, para 7%. Excluindo-se Casas Bahia e Ponto Frio, o Ebitda totalizaria R$ 567,1 milhões no quarto trimestre, alta de 9,1%, enquanto a margem subiria 0,1 ponto porcentual, para 8,7%.

Segundo o relatório de administração, que acompanha o balanço, a margem Ebitda, desconsiderando Casas Bahia e Ponto Frio, de 8,7%, atingiu o maior patamar desde a abertura de capital da companhia, em 1995. O documento destaca entre as razões para a elevação da margem Ebitda o aprimoramento da gestão operacional e comercial, melhores condições com fornecedores, aplicação de ferramentas de 'pricing' e controle de despesas.

Receita

A receita líquida consolidada do Pão de Açúcar no quarto trimestre somou R$ 11,039 bilhões, aumento de 48,2%. A margem líquida consolidada da companhia subiu 0,7 ponto porcentual, para 4%. Desconsiderando apenas as operações da Casas Bahia, a receita líquido atingiu R$ 8,592 bilhões (+15,2%). As vendas líquidas nominais consolidadas do Pão de Açúcar, no conceito mesmas lojas, que excluem os resultados da Casas Bahia, subiram 11,3% no quarto trimestre.

A margem bruta consolidada do Pão de Açúcar somou 25,4% no quarto trimestre, resultado 1,4 ponto porcentual acima do mesmo período do ano passado. Sem Casas Bahia e Ponto Frio, a margem bruta subiu 0,1 ponto porcentual, para 26%. Segundo a empresa, o resultado foi obtido mesmo com o aumento de 10,3% para 14% no período da participação da bandeira Assaí, que opera com margens inferiores.

Sendas

O Pão de Açúcar anunciou, por meio de fato relevante, a conclusão da aquisição da totalidade do controle da bandeira Sendas Distribuidora, pelo valor de R$ 377 milhões, em sete parcelas. A empresa já detinha 57,43% do capital da Sendas, com quem está associado desde 2003. A decisão do conselho de administração do Pão de Açúcar precisa ser ratificada em assembleia prevista para 14 de março.

Segundo a varejista, a primeira parcela, no montante de R$ 59 milhões, deverá ser paga na data do fechamento da operação. Já o restante, no valor de R$ 318 milhões, será pago a partir de 1º de julho deste ano, em seis parcelas anuais de R$ 53 milhões. De acordo com o comunicado, a 4ª, 5ª, 6ª e 7ª parcelas serão atualizadas pela variação positiva do IPCA, com base no mês de julho de 2010.

O Pão de Açúcar pretende encerrar este ano a transformação de toda a base de lojas da bandeira Sendas, assim como do CompreBem, prioritariamente, para a marca Extra. Ao final do ano passado, existiam 17 lojas da Sendas em operação. Em 2010, a varejista converteu 42 lojas da Sendas, sendo que apenas no quarto trimestre foram 37 lojas para Extra Supermercados.

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