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Lucro do Santander cresce 112%

Resultado de R$ 1,002 bilhão no semestre representa 33% do ganho do banco na América Latina e 10% no mundo

Renée Pereira, O Estadao de S.Paulo

07 de julho de 2027 | 00h00

O lucro líquido do Santander cresceu 112% no primeiro semestre deste ano e atingiu R$ 1,002 bilhão. O resultado foi responsável por 10% do ganho global do banco e representou 33% do lucro apurado em toda a América Latina. "Estamos numa boa velocidade de crescimento semestre a semestre. Isso porque temos conseguido elevar as receitas sempre em nível duas vezes superior ao das despesas", afirmou o vice-presidente executivo da instituição, José Paiva Ferreira.O avanço do lucro melhorou de forma significativa o retorno sobre o patrimônio líquido da instituição. O indicador quase dobrou em relação ao mesmo período do ano passado, saltando de 13,1% para 23,2%. O índice de eficiência também apresentou resultado positivo: caiu de 61,4% para 50,3%. Nesse caso, quanto menor é o número, maior é a eficiência da empresa. De acordo com dados da instituição, no período, as receitas cresceram 12% enquanto as despesas, 5%. "Foi um trimestre muito bom para o banco, com destaque especialmente nos negócios para pessoa física", comemorou o executivo. Segundo ele, no período de 12 meses, o Santander conquistou 897 mil novos clientes e conseguiu vincular (ter um grau de relacionamento maior) 1.020 clientes, apesar da transferência da folha de pagamento dos funcionários do Estado de São Paulo para a Nossa Caixa. Ele garantiu que 90% dos recursos equivalentes ao pagamento de salários dos funcionários públicos continuam entrando no banco todos os meses. Ou seja, os empregados do Estado estariam recebendo o dinheiro no concorrente e transferindo para o Santander. Ferreira completou que o banco venceu a disputa pela folha de pagamento de importantes empresas, como Unip, TAM, Prefeitura Municipal de Florianópolis e Hering. Questionado se os clientes desses bancos também não iriam optar por continuar na instituição anterior a exemplo do que ocorreu com os funcionários do Estado de São Paulo, Ferreira respondeu: "Se fizermos uma boa oferta de serviços, eles ficam com a gente".Outro importante fator que contribuiu para impulsionar o lucro do Santander foi o crescimento da carteira de crédito, em torno de 28% no período, de R$ 31,03 bilhões para R$ 36,69 bilhões. O portfólio de produtos destinados à pessoa física teve o melhor desempenho, com avanço de 30%, para R$ 13,97 bilhões. Os destaques ficaram por conta do crédito consignado, com desconto na folha de pagamento, cuja carteira subiu de R$ 1,36 bilhão para R$ 2,32 bilhões - alta de 71%. Já a carteira de financiamento de veículo cresceu 35%, de R$ 2,79 bilhões para R$ 3,77 bilhões. O índice de inadimplência ficou abaixo da média do mercado, em 5,2% nos atrasos acima de 60 dias. A média do setor é de 6,4%.Com a queda das taxas de juros, a expectativa, diz Ferreira, é que o crédito continue apresentando taxas robustas de crescimento. Para 2007, o executivo prevê um avanço de até 25% nas operações de crédito do banco. No empréstimo imobiliário, as apostas são ainda mais promissoras. De janeiro a junho, os financiamentos tiveram uma aumento de 59% em relação a igual período de 2006 e devem continuar nesse ritmo. Por mês, o Santander concede entre 800 e 1.000 financiamentos ao mercado - o dobro do ano passado. Esses empréstimos representam cerca de R$ 180 milhões por mês. "É claro que nossa base ainda é pequena. Mas a tendência é que a carteira de crédito imobiliário mantenha trajetória crescente. Com a queda dos juros, será pouco inteligente não pegar um empréstimo para compra um imóvel. É como se fosse um investimento."As receitas de prestação de serviço, importante fonte de recursos a impulsionar o resultado do banco, apresentou crescimento de 36% no período e somou R$ 1,990 bilhão. Em relatório divulgado ontem, a agência de classificação de risco Standard&Poor?s reafirmou seus ratings para o banco e destacou que o principal desafio da instituição é "continuar melhorando suas receitas de clientes a fim de diluir os investimentos tecnológicos, marketing e comerciais e apresentar melhores índices de eficiência, bem como de continuar aumentando participação de mercado no varejo, na competitiva indústria bancária brasileira".

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