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Lucro do Unibanco cresce 123% em 9 meses

Resultado de janeiro a setembro deste ano chegou a R$ 2,62 bilhões

Renée Pereira, O Estadao de S.Paulo

09 de novembro de 2007 | 00h00

O lucro líquido do Unibanco cresceu 123% entre janeiro e setembro deste ano comparado a igual período de 2006, e atingiu R$ 2,62 bilhões. O resultado foi influenciado em R$ 736 milhões por alguns fatores extraordinários. Entre eles, estão as receitas adquiridas com a venda de participação na Serasa e ganhos no lançamento de ações da Redecard e na participação da Unibanco Participações Societárias (UPS).O avanço no lucro elevou o retorno sobre o patrimônio líquido de 16,9%, em setembro do ano passado, para 33,7%, agora. O índice de eficiência ficou praticamente estável, com ligeira melhora: recuou de 47,9% para 47,8%. Nesse caso, quanto menor o índice, melhor é a eficiência da empresa.O vice-presidente corporativo do banco, Geraldo Travaglia, destacou que, além das receitas extraordinárias, a carteira de crédito foi o maior destaque do banco. Até setembro, tinha crescido 29% e somado R$ 55,90 bilhões. O excelente desempenho fez o banco rever suas projeções e elevar a previsão de aumento do crédito para 30% no ano. "Começamos 2007 com expectativa de 20% de avanço nos empréstimos. Em junho, revisamos para 25% e agora acreditamos que podemos fechar o ano com crescimento de 30%", avalia Travaglia.O destaque deve continuar sendo as operações de pessoa física, como o crédito consignado e o financiamento de veículos. No período de 12 meses, os empréstimos com desconto em folha de pagamento deram um salto de 152,4%, de R$ 1,91 bilhão para R$ 4,83 bilhão. Boa parte desse montante, cerca de R$ 3,30 bilhões, refere-se a carteiras adquiridas de outras instituições. No caso do financiamento de automóveis, o avanço foi de 70,6%, para R$ 7,17 bilhões. O crédito imobiliário teve aumento de 11,6%, R$ 1,63 bilhão. A carteira de pessoa jurídica também apresentou desempenho bastante positivo: cresceu 20,6%. As operações de micro, pequenas e médias empresas subiram 37%, enquanto as de grande empresas, 13,7%.A boa notícia, diz Travaglia, é que, apesar do forte avanço nas operações de crédito, o índice de inadimplência recuou. Nos atrasos acima de 60 dias, o índice recuou de 6,7%, em setembro de 2006, para 4,9% neste ano. Já nas atrasos superiores a 90 dias, caiu de 5,1% para 4%. O executivo explica que a melhora é decorrente da elevada liquidez no mercado interna, o que acaba beneficiando o consumidor. Além disso, o crescimento da carteira de crédito do Unibanco tem ocorrido de forma mais expressiva em produtos com algum tipo de garantia, como é o caso do crédito consignado e do financiamento de veículos. Um tem desconto na folha de pagamento e o outro tem como garantia o próprio automóvel.As receitas de prestação de serviço cresceram apenas 3% no período, segundo Tavaglia, por causa da venda de participação na Serasa. Apesar disso, o banco somou ganho de R$ 2,7 bilhões de receitas de serviços. A maioria desse montante, cerca de R$ 1,53 bilhão, vem das tarifas bancárias e comissões. Outros R$ 406 milhões são decorrentes das operações de cartão de crédito. O setor de administração de recursos de terceiro foi responsável por R$ 257 milhões.O lucro do Unibanco só não foi maior porque a instituição resolveu fazer algumas provisões cíveis, trabalhistas e fiscais no valor de R$ 699 milhões nos nove meses de 2007. Esse montante inclui as reservas para ações judiciais referentes a planos econômicos da década de 80. Travaglia explica que apenas neste ano a instituição fez cerca de R$ 100 milhões em provisões para os planos econômicos da década de 80, numa posição cautelosa, também adotada pelos concorrentes. COLABOROU SILVIA FREGONI

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