Lucro dos três maiores bancos sobe 22,3%

O lucro líquido dos três maiores bancos privados do País (Bradesco, Itaú e Unibanco) cresceu 22,3% no primeiro trimestre, na comparação com o mesmo período do ano passado. Segundo levantamento da consultoria Austin Asis, o ganho das instituições saltou de R$ 1,44 bilhão para R$ 1,76 bilhão, enquanto a carteira de crédito avançou apenas 5%, para R$ 121,11 bilhões - reflexo do fraco desempenho econômico do País no período.Na avaliação do presidente da consultoria, Erivelto Rodrigues, alguns fatores explicam os resultados dos bancos no primeiro trimestre. O primeiro deles é o tradicional spread bancário - a diferença entre o que os bancos pagam para obter recursos e a taxa que cobram nos empréstimos aos consumidores. Segundo Rodrigues, o spread médio, incluindo pessoa física e jurídica, está calculado em 38% ao ano. Apesar de a carteira de crédito ter crescido apenas 5% no período, a receita de crédito subiu quase 13%, conforme o levantamento.Outro fator importante para o aumento dos lucros dos três bancos foi a redução das despesas com provisões para devedores duvidosos, que recuou 30,2%. Rodrigues afirma que, no passado, as instituições decidiram fazer provisões acima das exigidas pelo Banco Central (BC) para se precaver contra possíveis aumentos de inadimplência. Como o índice de atraso nos pagamento tem sido declinante, os bancos resolveram usar essa reserva e as despesas diminuíram, explicou.Outra justificativa para os lucros continua sendo os ganhos de tesouraria. "Com volatilidade no mercado, os bancos ganham tanto na alta como na baixa", argumenta Rodrigues. Segundo ele, outra ótima fonte de recursos das instituições financeiras, que tem crescido de forma substancial nos últimos anos, é a receita de serviços. Em 1994, afirma o presidente da Austin Asis, esses ganhos respondiam por 40% da folha de pagamento dos bancos. Hoje, já cobre 100% dos salários.

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