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Lucro do Banco do Brasil no 1º trimestre cresce 40,3% e chega a R$ 4,2 bi

Desempenho da carteira de crédito, porém, está fora do previsto para o período; relatório do BB aponta que crescimento dos empréstimos tem sido comprometido pelo desempenho das pessoas jurídicas

Aline Bronzati, O Estado de S.Paulo

09 de maio de 2019 | 09h40

Banco do Brasil superou as projeções de mercado ao entregar lucro líquido ajustado de R$ 4,247 bilhões no primeiro trimestre, alta de 40,3%, ante um ano, quando somou R$ 3,026 bilhões. Em relação aos três meses imediatamente anteriores, o aumento foi de 10,5%. O resultado divulgado nesta quinta-feira, 9, encerra a temporada de balanços dos grandes bancos de capital aberto no País. 

Em relatório que acompanha suas demonstrações financeiras, o BB destaca que o resultado do primeiro trimestre foi afetado pelo aumento da margem financeira bruta, redução das despesas de provisão de crédito, aumento das rendas de tarifas e pelo controle de custos.

A carteira de crédito ampliada somou R$ 684,171 bilhões ao final de março, com queda de 1,9% ante dezembro e aumento de 0,8% em um ano. Enquanto na pessoa física os empréstimos cresceram 1,7% no trimestre e 7,7% em um ano, as operações para empresas encolheram 5,2% e 6,3%, respectivamente.

O BB fechou março com R$ 1,518 trilhão em ativos totais, aumento de 6,7% ante um ano. No comparativo trimestral cresceu 7,1%. Já o patrimônio líquido do banco foi a R$ 105,070 bilhões no primeiro trimestre, com elevações de 3,8% e 2,8%, respectivamente.

BB mantém projeções de desempenho para 2019

Apesar de o desempenho da sua carteira de crédito estar fora do previsto para o ano, o Banco do Brasil decidiu manter as projeções de dezembro. A instituição espera que os empréstimos cresçam de 3,0% a 6,0% em 2019. No primeiro trimestre, porém, a carteira de crédito apresentou tímido avanço de 0,9%.

O crescimento dos empréstimos tem sido comprometido, principalmente, pelo desempenho das pessoas jurídicas. Os empréstimos para esse público encolheram 7,1% de janeiro a março, também fora do intervalo esperado, de 0 a 3,0%.

O BB informou ainda que em 2019 o saldo da carteira de pessoa jurídica não conterá as operações com Governo.

Por outro lado, a pessoa física segue puxando os empréstimos para cima, com aumento de 9,0%. O banco espera expansão de 7,0% a 10,0% neste ano. O segmento rural deve entregar elevação de 3,0% a 6,0% neste ano.

Outra linha em que o BB não conseguiu cumprir suas projeções no primeiro trimestre foi a de receitas com tarifas e serviços, que aumentaram 3,8% ante uma alta esperada de 5,0% a 8,0% neste ano. As demais expectativas foram alcançadas pela instituição financeira.

O Banco do Brasil espera que seu lucro líquido ajustado fique entre R$ 14,5 bilhões e R$ 17,5 bilhões neste ano. O intervalo indica crescimento de 7,30% no piso e de até 29,5% no melhor cenário, considerando a cifra de 2018, de R$ 13,513 bilhões.

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