Marcio Fernandes/Estadão
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Lucro líquido contábil do Bradesco cresce 13,3% no primeiro trimestre

Em relação ao mesmo período do ano passado, o lucro de R$ 4,071 bilhões representou uma redução de 1,2%

Aline Bronzati, O Estado de S.Paulo

27 de abril de 2017 | 07h46

SÃO PAULO - O Bradesco registrou lucro líquido contábil de R$ 4,071 bilhões de janeiro a março, redução de 1,2% em um ano, de R$ 4,121 bilhões. Em relação aos três meses anteriores, de R$ 3,592 bilhões, porém, houve crescimento de 13,3%.

A carteira de crédito do Bradesco alcançou R$ 502,714 bilhões ao final de março, retração de 2,4% em relação ao saldo de dezembro, de R$ 514,990 bilhões. Na comparação com o mesmo período do ano passado, de R$ 463,208 bilhões, entretanto, foi identificado incremento de 8,5%.

O impulso do período veio da pessoa física, cujos empréstimos aumentaram 16,3% no primeiro trimestre ante um ano e permaneceram praticamente estáveis, com leve redução de 0,1% em relação aos três meses anteriores, para R$ 171,820 bilhões. O crédito à pessoa jurídica encolheu 3,5% no comparativo trimestral, mas subiu 4,9% em 12 meses, totalizando R$ 330,894 bilhões.

O Bradesco encerrou março com R$ 1,294 trilhão em ativos totais, elevação de 17,5% em um ano, de R$ 1,102 trilhão. Já na comparação com dezembro último, quando a cifra ficou em cerca de R$ 1,294 trilhão, o montante ficou estável.

O patrimônio líquido do Bradesco alcançou R$ 104,558 bilhões no primeiro trimestre do ano, crescimento de 12,0% em um ano, R$ 93,330 bilhões. Em relação aos três meses anteriores, de R$ 100,442 bilhões, foi vista elevação de 4,1%. O retorno sobre o patrimônio líquido médico anualizado (ROE, na sigla em inglês) foi a 18,3% no primeiro trimestre, elevação de 0,7 ponto porcentual ante o trimestre anterior, quando estavam em 17,6%. Em um ano, o indicador teve melhora de 0,8 p.p.

Ajustado. O Bradesco anunciou ainda lucro líquido ajustado de R$ 4,648 bilhões no primeiro trimestre, aumento de 13,0% em um ano, de R$ 4,113 bilhões. No comparativo trimestral, quando totalizou R$ 4,385 bilhões, foi vista elevação de 6,0%. Dentre as diferenças entre o resultado líquido e o ajustado, está, principalmente, a contabilização de R$ 554 milhões em ágio por conta da aquisição do HSBC Brasil. 

Despesas. As despesas administrativas e de pessoal do Bradesco totalizaram R$ 9,676 bilhões no primeiro trimestre, elevação de 22,9% em um ano. No comparativo trimestral, porém, houve redução de 7,7%.

As despesas administrativas do banco somaram R$ 4,854 bilhões de janeiro a março, elevação de 17,9% em 12 meses e queda de 10,3% em relação ao trimestre imediatamente anterior. Já os gastos com pessoal foram a R$ 4,822 bilhões, elevação de 49,8% e queda de 4,9%, respectivamente.

Para este ano, o Bradesco espera que suas despesas operacionais encolham até 1% ou cresçam até 3% (pró-forma). No conceito publicado, o banco projeta incremento de 10% a 14%.

Menos agências. O Bradesco encerrou março com 60.570 pontos de atendimentos, diminuição de 40 unidades na comparação com dezembro. Em um ano, foram eliminados 2.982 pontos. O banco lembra, em relatório que acompanha suas demonstrações financeiras, que a redução, a partir de março de 2015, refere-se à migração de caixas eletrônicos externos para a Rede Banco 24Horas, à desativação de máquinas dos pontos assistidos da Rede Banco24Horas, e à diminuição dos correspondentes Bradesco Expresso.

Em março último, o Bradesco contava com 5.122 agências, 192 a menos que o número de dezembro. Em 12 meses, o banco contabiliza o aumento de 613 unidades por conta da integração do HSBC no Brasil. O número de colaboradores do banco foi a 106.644 pessoas no primeiro trimestre, redução de 2.149 ante dezembro. Na comparação com um ano atrás, o banco soma a adição de 15.249 colaboradores como reflexo também da integração do HSBC.

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