Tasso Marcelo/Agência Estado
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Lucro líquido da Ambev avança 130,4% no 2º trimestre e chega a R$ 2,9 bi

Volume vendido pela companhia teve alta de 11,6% ante o mesmo período do ano passado e, no acumulado de 12 meses, já supera o pico de vendas registrado em 2015

Beth Moreira, O Estado de S.Paulo

29 de julho de 2021 | 08h23

A Ambev registrou lucro líquido de R$ 2,929 bilhões no segundo trimestre de 2021, alta de 130,4% em relação ao mesmo período de 2020. A receita líquida totalizou R$ 15,711 bilhões, o que representa um crescimento de 35,3%. 

Em seu comentário de desempenho, a administração destaca que a empresa apresentou mais um forte desempenho comercial de abril a junho, atingindo os maiores volumes consolidados já registrados em um segundo trimestre. 

"Além de estarmos melhor preparados para enfrentar questões relacionadas à covid-19, estamos trabalhando para apoiar nossos clientes durante a reabertura econômica à medida que a vacinação avança e as restrições gradualmente diminuem nos países em que operamos", diz a empresa.

A Ambev destaca que no período registrou crescimento nos volumes produzidos de 19% ante o segundo trimestre de 2020 e de 8% ante o mesmo período de 2019, com 7 dos 10 principais mercados da empresa já crescendo acima segundo trimestre de 2019, antes da pandemia. 

Os resultados da Ambev foram positivamente afetados por R$ 1,604 bilhão em créditos tributários relacionados à decisão do Supremo Tribunal Federal (STF) de 2017 que declarou inconstitucional a inclusão do ICMS na base de cálculo do PIS e Cofins e seus efeitos após a decisão final em 15 de maio de 2021.

Volume vendido recorde

O volume vendido pela Ambev no segundo trimestre totalizou R$ 43,530 bilhões, alta de 11,6% em relação ao mesmo período de 2020.

A companhia afirma que a estratégia comercial, as inovações, as plataformas tecnológicas e a excelência operacional contribuíram para entregar os maiores volumes consolidados em um segundo trimestre já registrado na história.

"Ao olhar para os volumes consolidados de 12 meses acumulados, estamos agora nos níveis mais altos de todos os tempos, 5 milhões de hectolitros acima do nosso pico em 2015”, destaca o CEO da empresa, Jean Jereissati, nas demonstrações financeiras do período.

A maioria de nossos mercados apresentou continuidade no crescimento de volume: Brasil (15,7%), América Central e Caribe (62,7%) e América Latina Sul (26,8%). O único mercado a registra ligeira queda foi o Canadá (0,9%).

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