Lucro líquido da Bunge mais que triplica no 1º trimestre

Resultado foi beneficiado pelo forte desempenho do setor de agronegócios e das operações de alimentos e ingredientes em meio à alta dos preços e ao aperto da oferta

Gabriela Mello, da Agência Estado,

28 de abril de 2011 | 09h52

A norte-americana Bunge anunciou um lucro líquido de US$ 232 milhões no primeiro trimestre, ou US$ 1,49 por ação, acima das expectativas e mais de três vezes superior aos US$ 63 milhões, ou US$ 0,31 por ação, apurados no mesmo intervalo um ano antes. O resultado foi beneficiado pelo forte desempenho do setor de agronegócios e das operações de alimentos e ingredientes em meio à alta dos preços e ao aperto da oferta.

A receita aumentou 18% no período, de US$ 10,345 bilhões para US$ 12,194 bilhões, ainda que o volume de vendas tenha caído 8,3%. Analistas consultados pela Thompson Reuters previam lucro de US$ 1,31 por ação sobre receita de US$ 12,01 bilhões.

"A Bunge teve um começo forte em 2011. Agronegócios e alimentos e ingredientes se saíram muito bem no primeiro trimestre, enquanto açúcar e bioenergia e fertilizantes em geral produziram resultados dentro das nossas expectativas", afirmou Alberto Weisser, presidente do conselho e executivo-chefe da Bunge.

O Ebit (lucro operacional antes de impostos) dos segmentos de agronegócios e processamento de grãos mais que dobrou no primeiro trimestre, conforme a forte demanda global por embarques dos Estados Unidos e da América do Sul elevou o faturamento com a comercialização de grãos. As operações de produtos de óleos comestíveis apresentou uma margem 89% maior.

Para a Divisão de Fertilizantes, os três primeiros meses do ano normalmente são de baixos volumes em virtude da sazonalidade da temporada de plantio da América do Sul, que ocorre principalmente na segunda metade do ano. Apesar disso, o setor reduziu o prejuízo operacional de US$ 40 milhões para US$ 5 milhões por causa do apertado nível dos estoques da indústria no Brasil.

Já a unidade de açúcar e bioenergia lucrou 60% menos no primeiro trimestre, que marca o período de entressafra no Brasil, quando as usinas não operam e vendem as ofertas do ciclo anterior. Weisser acrescentou, contudo, que a colheita brasileira está em andamento agora, e "todas as nossas oito usinas devem estar em atividade na próxima semana."

Ontem, a agência de classificação de risco Standard & Poor's elevou a perspectiva sobre o rating do grau de investimento da Bunge de negativa para estável, citando como justificativa a redução das dívidas e a expectativa com relação aos resultados futuros.

Os papéis da gigante norte-americana terminaram o pregão de ontem cotadas a US$ 74,34 por ação. Os papéis da empresa acumularam alta de 30% nos últimos 12 meses. As informações são da Dow Jones.

 

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