Lucro líquido da CCR recua 11,1% em 2009

Excluindo-se efeito não recorrente do último trimestre do ano, ganho teria alta de 1,5 sobre 2008

Michelly Chaves Teixeira, da Agência Estado,

23 de fevereiro de 2010 | 08h04

A Companhia de Concessões Rodoviárias (CCR) acumulou em 2009 um lucro líquido de R$ 634,563 milhões, baixa de 11,1% sobre o valor contabilizado um ano antes. Excluindo-se um efeito não recorrente de R$ 84,6 milhões, que foi lançado no último trimestre do ano e não tem efeito caixa, o ganho líquido teria sido de R$ 722,9 milhões, com alta de 1,5% sobre 2008.

 

Sem considerar os ativos Renovias, RodoAnel, ViaQuatro e Controlar, o lucro líquido de 2009 ficaria em R$ 732,7 milhões - cifra que inclui o efeito não recorrente. Um ano antes, a CCR havia anotado na última linha do balanço um ganho de R$ 713,6 milhões.

 

A geração de caixa Ebitda da CCR somou R$ 1,960 bilhão, alta de 13,2% frente a 2008. Como a receita alcançou R$ 3,089 bilhões (+13,0%), a margem Ebitda ficou em 63,5% no ano, com ligeiro acréscimo de 0,2 ponto porcentual. Excluindo-se Renovias, RodoAnel, ViaQuatro e Controlar, o Ebitda atingiu R$ 1,824 bilhão em 2009, ao passo que a receita foi de R$ 2,880 bilhões (+7,4%) por este critério.

 

Na avaliação do gerente de Relações com Investidores da CCR, Marcos Macedo, o resultado da CCR foi bom, "considerando o ano de 2009 difícil" e o fato de que a empresa está se preparando para mudar de nível, buscando patamares mais altos para seu Ebitda. "Excluindo-se os efeitos dos negócios em fase inicial, o resultado foi forte. O ano de 2009 foi o início de uma preparação", afirmou o profissional.

 

Em 2010, a ViaQuatro começa a operar. Com isso, a CCR passará a administrar 12,8 quilômetros de malha metroviária no Estado de São Paulo. Além disso, o trecho Oeste do Rodoanel, administrado pela CCR, e a Controlar devem começar a dar resultados. 

Tudo o que sabemos sobre:
CCR, lucro líquido

Encontrou algum erro? Entre em contato

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.