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Lucro líquido da TAM cresce 26% com queda do petróleo

Companhia registra lucro de R$ 54,43 milhões no 1º trimestre deste ano; em meio à redução de custos

Reuters,

07 de maio de 2009 | 09h40

A TAM, maior companhia aérea do País, teve um aumento de cerca de 26% no lucro líquido do primeiro trimestre em relação ao mesmo período do ano passado pelas regras de contabilidade brasileiras, apoiada em queda de custos com combustível e aumento de receitas.

 

A empresa, que está promovendo um processo de redução de custos diante da desaceleração do crescimento do tráfego aéreo, promoveu corte de 21 executivos e a incorporação da vice-presidência técnica pela vice-presidência de operações, segundo a assessoria de imprensa.

 

Mas informações publicadas no jornal O Globo de planos de demissão de 2 mil pessoas foram negados pela empresa. A TAM teve lucro líquido de R$ 54,43 milhões de janeiro a março, acima do resultado positivo um ano antes de R$ 43,15 milhões.

 

A receita operacional líquida da empresa de janeiro a março totalizou 2,64 bilhões de reais, aumento de 16,8% sobre os R$ 2,26 bilhões obtidos um ano antes.

 

Apesar de obter receita maior, o total de passageiros pagantes transportados nos voos domésticos e internacionais recuou 3% no trimestre, para 7,325 milhões. A taxa de ocupação caiu 6,1 pontos percentuais, para 67,1%, enquanto a tarifa média geral da TAM subiu 19,4%. O número de horas voadas por dia por aeronave caiu 4,4%, para 12 horas.

 

A geração de caixa medida pelo Ebitdar, sigla em inglês para lucro antes de juros, impostos, amortização, depreciação e leasing de aviões, foi de R$ 474,8 milhões, ante R$ 283 milhões nos primeiros três meses de 2008. Enquanto isso, a margem avançou 5,4 pontos percentuais, para 18%.

 

A empresa informou que os custos com combustíveis diminuíram 17,7%, atingindo 695,1 milhões no primeiro trimestre contra 844,8 milhões de reais nos três primeiros meses de 2008. O recuo foi possível com a queda no preço médio em reais por litro de combustível de 24,8% no período.

 

O resultado financeiro foi negativo em R$ 110,4 milhões, contra receita financeira líquida de 600 mil reais um ano antes. No quarto trimestre de 2008, a aérea teve resultado financeiro negativo de R$ 2,15 bilhões, impactado por perdas com hedge de combustível de R$ 919 milhões e variações cambiais de R$ 815 milhões.

 

De acordo com o balanço desta quinta-feira, as perdas realizadas com instrumentos de hedge de petróleo somaram R$ 290 milhões de janeiro a março.

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