Fábio Motta/Estadão
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Lucro líquido do Banco do Brasil quase dobrou em um ano

O resultado do primeiro trimestre teve expansão de 95,6% em relação ao mesmo período de 2016

Aline Bronzati, O Estado de S.Paulo

11 de maio de 2017 | 09h01

SÃO PAULO - O Banco do Brasil quase dobrou o lucro líquido reportado no primeiro trimestre ao entregar expansão de 95,6%, para R$ 2,515 bilhões em relação ao mesmo período do ano passado, de R$ 1,286 bilhão. Em relação aos três meses anteriores, de R$ 1,747 bilhão, o resultado da instituição, que encerra hoje a temporada de balanços dos grandes bancos, houve aumento de 43,9%.

De acordo com o BB, o resultado do primeiro trimestre teve reflexo, principalmente, do aumento das rendas de tarifas e redução da despesa de provisão, quando comparado ao mesmo período do ano anterior. Em relação ao primeiro trimestre de 2016, o desempenho do banco foi impactado pelo aumento dos gastos com calotes.

O lucro líquido do BB considerando eventos extraordinários foi a R$ 2,443 bilhões de janeiro a março, aumento de 3,6% na comparação com 12 meses, quando o resultado somou R$ 2,359 bilhões. Ante os três meses imediatamente anteriores, de R$ 963 milhões, subiu 153,6%.

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Dentre os eventos não recorrentes no primeiro trimestre ante um ano, o BB cita, em relatório que acompanha suas demonstrações financeiras, reservas para eventuais demandas cíveis com planos econômicos, provisão extraordinária com demandas contingentes.

A carteira de crédito ampliada do Banco do Brasil, que considera títulos privados e garantias, encerrou março com saldo de R$ 688,689 bilhões, diminuição de 2,7% na comparação com dezembro, quando estava em R$ 708,059 bilhões. Já em relação ao mesmo período de 2016, de R$ 777,454 bilhões, foi vista retração de 11,4%. A carteira classificada somou R$ 638,336 bilhões ao final de março, queda de 2,3% sobre dezembro e de 9,3% em 12 meses.

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As operações voltadas a pessoas físicas encolheram 1,4% de janeiro a março ante os três meses anteriores e 1,3% em um ano, para R$ 184,752 bilhões. Já a carteira de pessoa jurídica fechou o primeiro trimestre com saldo de R$ 238,827 bilhões, recuos de 4,2% e 16,7%, nesta ordem.

Ao final de março, o BB contava com R$ 1,402 trilhão em ativos totais, praticamente estável em um ano, com queda de 0,2%. Em relação a dezembro, quando somava R$ 1,401 trilhão, foi vista elevação de 0,1%.

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O patrimônio líquido do BB foi a R$ 89,820 bilhões no primeiro trimestre, alta de 6,7% em 12 meses e de 3,0% em relação ao trimestre anterior. O retorno sobre o patrimônio líquido médio ajustado (RSPL) ficou em 10,4% ao final de março contra 5,6% e 7,2%, respectivamente.

Inadimplência. A inadimplência do Banco do Brasil, considerando os atrasos acima de 90 dias, piorou de 3,29% ao final de dezembro para 3,89% ao término de março. Em um ano, quando o indicador estava em 3,50%, a piora foi de 0,39 ponto porcentual.

Pesou nos calotes do BB, sobretudo, casos específicos no período na carteira de pessoa jurídica. Os bancos têm sentido efeito da crise e dos pedidos de recuperação judicial por parte das empresas, dentre eles, o da operadora Oi.

Excluindo casos específicos, a inadimplência de 90 dias do BB teria sido de 3,47% no primeiro trimestre deste ano. Se eliminado ainda o efeito da redução da carteira no período, o indicador ficaria em 3,39%.

A inadimplência da pessoa jurídica encerrou março em 6,83% contra indicador de 5,83% ao final de dezembro. Não fosse o caso específico no período, o indicador, ao contrário, teria reduzido para 5,70%.

O indicador de calotes, considerando atrasos de 90 dias, das pessoas físicas também piorou, passando 2,67% em dezembro para 3,09% em março. Há um ano, estava em 2,39%. Já a inadimplência da carteira de agronegócios foi a 1,28% no primeiro trimestre ante 0,99% em três meses e 1,19% em um ano.

O índice de inadimplência de curto prazo do BB, com atrasos acima de 15 dias, ficou em 6,91% no primeiro trimestre, acima do indicador obtido nos três meses anteriores, de 5,67%. Em um ano, estava em 4,83%.

Projeções. O lucro líquido do Banco do Brasil veio em linha com as projeções de analistas do mercado financeiro. A média das projeções de sete casas consultadas na Prévia Broadcast (Deutsche Bank, Goldman Sachs, BTG Pactual, Credit Suisse, UBS e duas casas que preferiram não ser mencionadas) indicava lucro líquido ajustado de R$ 2,545 bilhões. A cifra alcançou R$ 2,515 bilhões, aumento de 95,6% em um ano. O Broadcast considera que o resultado está em linha com as projeções quando a variação para cima ou para baixo é de até 5%.

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