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Lucros de bancos devem crescer menos

Balanços saem nos próximos dias com resultados menos exuberantes, dizem analistas

ALTAMIRO SILVA JÚNIOR, O Estado de S.Paulo

21 de abril de 2012 | 03h05

Os três maiores bancos privados divulgam seus balanços do primeiro trimestre na semana que vem e devem apresentar menores índices de crescimento dos lucros em relação aos últimos resultados. Com o crédito crescendo menos, taxas de inadimplência em alta e provisões maiores para calotes, alguns podem até registrar queda dos ganhos.

A queda da taxa básica de juros deve reduzir o faturamento com operações de tesouraria. O Bradesco é o primeiro a mostrar seu balanço, na segunda-feira, antes da abertura do mercado. Deve ser o único entre os grandes com ganho estável. A expectativa é de que o lucro líquido fique em R$ 2,753 bilhões, de acordo com média das previsões de analistas de cinco instituições financeiras (Barclays, BTG Pactual, Credit Suisse, Deutsche Bank e HSBC).

No primeiro trimestre do ano passado, o banco lucrou R$ 2,7 bilhões. A expectativa é a de que o Bradesco tenha o melhor resultado entre as grandes instituições financeiras.

O banco deve ter aumento dos ganhos com seguros, mas o crédito deve ter crescimento pequeno. As estimativas apontam expansão de 1,5% no primeiro trimestre ante o quarto período do ano passado e alta de 12% em 12 meses, números abaixo dos divulgados em outros balanços. O Bradesco vinha apresentando alta de 4% na comparação trimestral e 18% a 20% na anual.

Provisões. O Itaú anuncia seu balanço na terça-feira e deve apresentar lucro líquido de R$ 3,646 bilhões, segundo média das previsões dos analistas consultados. Se confirmado, o ganho deve subir 3% em relação aos R$ 3,53 bilhões do mesmo período de 2011. O banco deve ter aumento das provisões para devedores duvidosos, para enfrentar a alta da inadimplência. O Credit Suisse projeta alta de 15% nas despesas de provisões para devedores duvidosos do Itaú. A taxa de inadimplência deve subir de 4,9% no quarto trimestre para 5,2% no final de março. Além disso, o banco deve ter menor ganho com tesouraria e crescimento modesto do crédito, de 1,3% no trimestre.

O resultado do Santander será divulgado dia 26. O destaque do balanço do banco espanhol deve ser o crescimento do crédito um pouco acima de seus pares. Os analistas do HSBC projetam alta de 3,8% no trimestre e de 19% em 12 meses, puxado por empréstimos ao consumo e pequenas empresas. O banco, porém, deve seguir a mesma tendência de seus concorrentes e apresentar alta dos calotes e das provisões.

O Banco do Brasil é o último entre os grandes bancos a anunciar resultados, dia 3 de maio. O banco deve ter lucro líquido de R$ 2,749 bilhões, segundo média das projeções das instituições.

O ganho deve cair 5% ante o mesmo período do ano passado, que ficou em R$ 2,9 bilhões. O BB também deve mostrar taxas menores de expansão dos empréstimos, especialmente no financiamento ao consumo, destacam os analistas do Deutsche.

Com isso, mesmo com o crédito rural crescendo muito, a carteira total deve ficar estável em relação a dezembro. Ao contrário dos bancos privados, o BB deve apresentar taxas de inadimplência estáveis ante o quarto trimestre, mas as provisões devem subir. A alta é reflexo da piora da carteira de crédito do Banco Votorantim, que deve continuar apresentando alta de calotes.

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