Lucros de BNY Mellon, J&J e Whirlpool sobem no 2º trimestre; Pepsico tem queda

O Banco State Street, por sua vez, saiu de prejuízo para lucro no período 

Clarissa Mangueira e Danielle Chaves, da Agência Estado,

20 de julho de 2010 | 09h55

A empresa de serviços financeiros Bank of New York Mellon, a farmacêutica Johnson & Johnson e a fabricante de aparelhos do domésticos Whirlpool anunciaram resultados fortes no segundo trimestre deste ano, enquanto o banco State Street saiu de prejuízo para lucro no período. Já a fabricante de bebidas Pepsico teve queda no lucro, embora a receita tenha avançado.

O lucro do Bank of New York Mellon quase quadruplicou no segundo trimestre deste ano, para US$ 658 milhões (US$ 0,54 por ação), de US$ 176 milhões (US$ 0,15 por ação) no mesmo período do ano passado. O ganho, que ficou em linha com as expectativas dos analistas, foi resultado da recuperação da empresa de serviços financeiros depois das perdas com títulos registrada em 2009 e dos encargos relacionados ao Programa de Alívio de Ativos Problemáticos (Tarp, na sigla em inglês). A receita no segundo trimestre foi de US$ 3,36 bilhões. No pré-mercado as ações caíam 0,70%.

Johnson & Johnson teve alta de 7,5% no lucro no segundo trimestre, para US$ 3,45 bilhões (US$ 1,23 por ação), de US$ 3,21 bilhões (US$ 1,15) um ano antes. Na mesma base de comparação, a receita cresceu 0,6%, para US$ 15,33 bilhões. Os analistas ouvidos pela Thomson Reuters esperavam lucro de US$ 1,21 por ação e receita de US$ 15,64 bilhões. Apesar dos resultados positivos, a J&J reduziu suas projeções para ganhos neste ano em US$ 0,15 por ação, em consequência do atual recall de vários de seus medicamentos. Agora a companhia prevê lucro entre US$ 4,65 e US$ 4,75 por ação em 2010. As ações da empresa recuavam 1,71% no pré-mercado.

A Whirlpool também teve resultados fortes. O lucro mais do que dobrou - para US$ 205 milhões (US$ 2,64 por ação), de US$ 78 milhões (US$ 1,04 por ação) no segundo trimestre de 2009 - e ficou acima da estimativa dos analistas ouvidos pela Thomson Reuters, que era de lucro de US$ 2,13 por ação. Excluindo tens como uma disputa legal que a empresa enfrenta no Brasil e os créditos com sobretaxas reembolsáveis, o lucro subiu de US$ 0,94 para US$ 2,82 por ação. As vendas aumentaram 8,8%, para US$ 4,53 bilhões, acima dos US$ 4,48 bilhões esperados pelos analistas. A empresa tinha queda de 1,49% no pré-mercado.

O banco norte-americano State Street passou de prejuízo a lucro de US$ 432 milhões (US$ 0,87 por ação) no segundo trimestre. No mesmo período do ano passado, a instituição tinha registrado um prejuízo de US$ 3,31 bilhões (US$ 7,12 por ação). A receita do banco avançou 9%, para US$ 2,3 bilhões. As ações da empresa não operavam no pré-mercado.

Já a Pepsico teve lucro de US$ 1,6 bilhão (US$ 0,96 por ação) no segundo trimestre, abaixo de US$ 1,66 bilhão (US$ 1,06 por ação) no mesmo período do ano passado. Excluindo itens como ganhos com marcação a mercado e despesas com reestruturação, o lucro aumentou para US$ 1,10 por ação, de US$ 1,02 por ação. A receita, por outro lado, saltou 40%, para US$ 14,8 bilhões, em meio a aquisições. Os analistas ouvidos pela Thomson Reuters tinham previsto um lucro de US$ 1,08 por ação e receita de US$ 14,41 bilhões. No pré-mercado, as ações subiam 0,02%. As informações são da Dow Jones.

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