Lugo quer encontro sobre energia com Lula durante cúpula de Lima

O presidente eleito do Paraguai,Fernando Lugo, disse nesta terça-feira que tentará marcar umencontro sobre energia com o colega brasileiro, Luiz InácioLula da Silva, na cúpula presidencial que ocorrerá na próximasemana, em Lima. Lugo, ex-bispo católico de 56 anos, foi eleito em 20 deabril com a promessa de renegociar o preço da energia elétricaque o Paraguai vende ao Brasil e à Argentina, sócios nas usinasde Itaipu e Yacyretá, respectivamente. O presidente eleito, que interrompe seis décadas de governodo conservador Partido Colorado, assumirá o cargo em 15 deagosto, representando uma coalizão de partidos e movimentossociais de centro-esquerda. A negociação dos tratados energéticos foi um dos principaistópicos da campanha de Lugo, que participará junto com o atualpresidente, Nicanor Duarte Frutos, da quinta Cúpula de Chefesde Estado e de Governo da América Latina, Caribe e UniãoEuropéia. "Teremos a oportunidade, possivelmente (de um encontro comLula). Não sei se a agenda e o tempo permitem na cúpula de 16de maio, mas eu acho que esse é um tema inevitável e também coma Argentina", disse Lugo a jornalistas na sede de seumovimento. "Sabem que nossa campanha focou nisso e vai ser um temainevitável em todos os encontros e nas cúpulas que tivermos comos dois presidentes, tanto do Brasil quanto da Argentina",acrescentou. Em encontro com Lula em Brasília antes das eleições, nocomeço de abril, Lugo acertou com o governo brasileiro acriação de uma equipe técnica para avançar as negociações. "O tema está instalado no Paraguai, no Brasil... Nósestamos montando a equipe de técnicos para a partir de 16 deagosto podermos armar essa mesa." O presidente eleito tinha uma reunião prevista nestaterça-feira com o ministro da Defesa do Brasil, Nelson Jobim,que está em visita a Assunção. "O problema de Itaipu é um problema que vai ser resolvidocom os presidentes, não com as armas", disse Jobim após umareunião com seu colega paraguaio após pergunta sobre exercíciosmilitares na fronteira com o Paraguai em meio à questão daenergia. (Reportagem de Mariel Cristaldo)

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