Nilton Fukuda/Estadão
Nilton Fukuda/Estadão

Dirigente de associação do agronegócio diz que reforma da Previdência não pode ser 'fit'

Luiz Cornacchioni, diretor-executivo da Abag, afirma que reforma é fundamental para o avanço da economia, defende modernização tributária e sai em defesa da sustentabilidade no setor

Paulo Beraldo, O Estado de S.Paulo

29 de abril de 2019 | 12h20

O diretor-executivo da Associação Brasileira do Agronegócio (Abag), Luiz Cornacchioni, diz que o setor espera uma reforma da Previdência parruda, com uma economia próxima de R$ 1 trilhão. "Não pode ser uma reforma 'fit' (desidratada). Tem de ser uma reforma parruda, que economize R$ 1 trilhão, R$ 900 bilhões", afirmou ele ao Estadão/Broadcast, no dia de abertura da Agrishow, a principal feira do agronegócio brasileiro, em Ribeirão Preto (SP).

"Isso é uma agenda de País, nem agenda do agro. Eu não considero nem a possibilidade de não fazermos essa reforma". Para ele, a reforma da Previdência traria o necessário crescimento do País e sinalizaria para o exterior que existe estabilidade para atração de investimentos.

"O Brasil é um país que não tem crescido nos últimos anos. E eu acho que nós podemos mais, né?". Ele cita também a necessidade de uma modernização do sistema tributário para o Brasil ter mais segurança jurídica e competitividade.

Sustentabilidade

A sustentabilidade e a infraestrutura também são lembradas por Cornacchioni como prioritárias. Na logística, diz que "preocupa" a dependência de apenas um modal, o rodoviário, e no âmbito da sustentabilidade, afirma que o assunto ganha cada vez mais importância nas reuniões de negócios ao redor do mundo. "Sem sustentabilidade o agronegócio vai morrer na praia. É essa a exigência do mercado hoje e essas demandas estão cada vez maiores. Estamos sendo cobrados por isso".

Cornacchioni salienta, ainda, a necessidade de parcerias estratégicas para ampliação do comércio internacional, na semana em que a ministra da Agricultura, Tereza Cristina, inicia uma missão de trabalho para países asiáticos. "Além de abrir novos mercados, é muito importante manter os parceiros que já temos e compram do Brasil há muito tempo". 

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