Luiz Marinho critica juros e reitera que CMN deve ser ampliado

O presidente da Central Única dos Trabalhadores, Luiz Marinho, divulgou nota em que considera "lamentável" a decisão do Copom de aumentar novamente a Selic, a taxa básica de juros da economia. Para a central, a decisão reforça a necessidade de democratização do Conselho Monetário Nacional (CMN), conforme campanha lançada ontem pela entidade em conjunto com a Fiesp, a CNI, empresários e economistas.Na expectativa da CUT, a ampliação do CMN fará com que o colegiado leve em conta o pensamento do setor produtivo (empresas e trabalhadores), evitando que o controle da inflação seja feito somente pela via do aumento dos juros. Segundo Marinho, o debate para a fixação das metas de inflação deve incluir também metas de crescimento, geração de emprego e distribuição de rendaA central reiterou sua oposição à atual política monetária, alertando que ela "coloca em risco o crescimento sustentável da economia, porque o aumento dos juros não impede a majoração de preços. Ao contrário, sacrifica a economia, o emprego, os salários e promove o crescimento da dívida pública - o que inibe os investimentos públicos."(Equipe AE)Força SindicalA Força Sindical divulgou nota oficial em que considera "lamentável" a decisão do Copom de aumentar a Selic para 19,25% ao ano. O presidente da central, Paulo Pereira da Silva, o Paulinho, afirmou que a medida "nos consagra com a triste marca de sermos o País campeão em taxas de juros no mundo".Na avaliação de Paulinho, o governo "insiste em privilegiar o setor especulativo", e isso estaria "levando a população à desesperança". Para ele, a decisão do Copom é contrária a qualquer projeto de desenvolvimento econômico, "asfixiando" a economia e punindo os trabalhadores e o setor produtivo.

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