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Luiz Sérgio evita falar em punição a dissidentes na votação do mínimo

Para o ministro da secretaria de Relações Institucionais, este assunto não tem de ser discutido no Executivo, mas nas bancadas

Tânia Monteiro, da Agência Estado,

17 de fevereiro de 2011 | 17h44

O ministro da secretaria de Relações Institucionais, Luiz Sérgio, evitou hoje falar em punição aos deputados dissidentes que votaram contra a proposta do governo para o reajuste do salário mínimo. Ele lembrou que houve dissidentes em muitas bancadas, incluindo o PT e que este assunto não tem de ser discutido no Executivo, mas nas bancadas. "Eu espero que as bancadas possam se reunir, debater a questão da dissidência e encaminhar. É muito mais uma questão das bancadas do que do governo", avaliou em entrevista no Palácio do Planalto agora à tarde.

Questionado se haveria advertência aos dissidentes, o ministro respondeu: "As bancadas darão o encaminhamentos que julgarem pertinentes, mas este é um debate que deve ser feito pelas bancadas. A bancada do PT e as bancadas devem debater esta questão porque não é bom que haja dissidências, principalmente na bancada do partido da presidenta da República".

Luiz Sérgio disse que a cabeça do ministro do Trabalho, Carlos Lupi, "nunca esteve a prêmio" e lembrou que a maior parte do PDT, partido do ministro Lupi, votou com o governo. O PDT, apesar de ser um partido da base de apoio do governo, liberou ontem a bancada para a votação e o deputado Paulo Pereira da Silva (PDT-SP), o Paulinho da Força Sindical, defendeu emenda propondo o valor de R$ 560,00 para o mínimo.

O ministro fez questão de ressaltar que as primeiras palavras da presidente Dilma Rousseff, após a votação de ontem pela Câmara, foram de agradecimento aos votos recebidos, lembrando que os parlamentares estão ajudando a construir o primeiro passo e que espera que o Senado corresponda da mesma forma que a Câmara.

"O resultado da votação foi importante para o governo e para o país porque se estabeleceu uma política de salário mínimo até 2015, o que dá estabilidade, confiabilidade e expressa seriedade do governo com as contas públicas. E isso é bom, seguro para o País", disse. "A presidenta ficou contente, alegre e satisfeita com a base aliada e quer agradecer porque correspondeu à expectativa do país de que nós possamos garantir a estabilidade, o crescimento econômico e a geração de empregos".

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