Hélvio Romero/Estadão - 11/10/2017
Hélvio Romero/Estadão - 11/10/2017

coluna

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Luiz Trabuco, do Bradesco, estreia coluna no 'Estadão' na segunda-feira

Novo colunista é presidente do Conselho de Administração do banco e vai escrever a cada 3 semanas

O Estado de S.Paulo

06 de junho de 2020 | 16h28

O presidente do Conselho de Administração do Bradesco, Luiz Carlos Trabuco Cappi, estreia nesta segunda-feira, 8, uma coluna no caderno Economia & Negócios do Estadão. Seus textos serão publicados a cada três semanas e farão uma discussão sobre competitividade e o papel da iniciativa privada no Brasil.

Nascido em Marília, interior de São Paulo, Trabuco, de 68 anos, é formado em Filosofia, com pós-graduação em sócio-psicologia pela Fundação Escola de Sociologia e Política de São Paulo. Dedicou toda sua vida profissional à Organização Bradesco, segundo maior banco privado do Brasil, onde começou a trabalhar com 17 anos, em 1969. Foi presidente da instituição durante nove anos, até março de 2018.

“Sinto que essa coluna é um resgate de uma dívida de gratidão por tudo que aprendi com o Estadão ao longo da minha vida”, diz Trabuco. Ele lembra que foi aos 12 anos, em seu primeiro emprego como auxiliar de tecelão, em Marília, que teve o primeiro contato com o jornal. 

Quando o chefe descartava os jornais antigos, ele corria para pegar e ler as notícias. “Era um tempo em que os editoriais eram assinados. Lembro de Nicolas Boer e Robert Appy, editorialistas que faziam textos que me ajudavam a entender o mundo.”

Cenário atual 

Neste momento de pandemia, Trabuco acredita que há muitos assuntos a serem discutidos para promover mudanças positivas no País e no mundo. “Crises inesperadas aceleram mudanças profundas. Hoje temos um problema e precisamos encontrar soluções para ele”, diz o executivo, que não pretende abordar assuntos políticos em sua coluna.

Para ele, o mundo sairá diferente dessa pandemia, mas ainda não se sabe como. “Não temos experiência em relação a essa crise. Não é um pós-guerra, em que há o colapso de tudo e, em seguida, uma reconstrução. Também não é igual a 2008, quando vivemos uma crise violenta, mas poucas semanas depois a Bolsa já começava a se recuperar”, diz ele. “Você não liga e desliga a economia instantaneamente.”

Na presidência do Conselho de Administração do Bradesco desde 2017, Trabuco acredita que os bancos terão um papel fundamental na saída dessa crise. Caberá às instituições financeiras serem provedores da continuidade dos negócios.

Trabuco afirma que, em sua coluna, pretende abordar tanto o papel dos bancos na retomada econômica no pós-covid-19 como a função social das instituições financeiras. Outro ponto que vai merecer destaque, segundo o executivo, é a participação dos bancos nesse mundo digital. Antes da pandemia do novo coronavírus começar, fintechs e bancos digitais já eram motivo de dor de cabeça para os grandes bancos do País, que ainda mantêm a hegemonia no setor bancário brasileiro.  

“A saída da pandemia vai reforçar o (mundo) remoto, seja na educação, na religião e em outros segmentos. O consumidor bancário também vai querer experimentar outros caminhos”, diz o executivo.

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