Lula acredita em acordo Mercosul-UE ainda em 2006

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva disse nesta quarta-feira acreditar que as negociações para um acordo comercial entre Mercosul e União Européia possam ser concluídas ainda neste ano. "Sigo convencido de que, com pragmatismo e flexibilidade, podemos concluir nossa negociação inter-regional até o final de 2006", afirmou o presidente, depois de pedir o apoio do primeiro-ministro português, José Sócrates, para que o acordo seja alcançado.O presidente recebeu Sócrates para uma reunião no Palácio do Planalto nesta quarta-feira. "O Mercosul só tem a ganhar com o avanço das negociações com a União Européia", acrescentou Lula. "Contamos com o apoio de Portugal para que se chegue a esse acordo de grande significado econômico e estratégico para nossas regiões."Lula também reafirmou a importância de se conseguir um acordo com êxito na Rodada de Doha, da Organização Mundial do Comércio (OMC), e lembrou que o país vai sediar uma reunião do G 20 nos dias 9 e 10 de setembro.Depois das declarações à imprensa, os dois participaram de um almoço no Itamaraty. Rodada de Doha As negociações entre Mercosul e União Européia ficaram paradas nos últimos anos, enquanto os dois blocos se dedicavam às reuniões da Rodada de Doha.Com o fracasso da última reunião da OMC, em Genebra, no mês passado, as negociações entre os dois blocos ganham uma importância maior. O comissário europeu de Comércio, Peter Mandelson, disse em Bruxelas no fim de julho que deve se reunir com o ministro das Relações Exteriores, Celso Amorim, no fim deste mês para decidir se as negociações serão retomadas.O primeiro-ministro português também se encontrou com o presidente da Câmara, do Senado e do Supremo Tribunal Federal. A visita ao Brasil continua com encontros em São Paulo e Rio de Janeiro, para fechamento de acordos comerciais. Sócrates está acompanhado de uma comitiva de empresários portugueses com interesse em investir no Brasil e em atrair investimentos brasileiros para Portugal. Serão assinados acordos entre a Petrobras e a empresa portuguesa Galp para prospecção de petróleo em água profundas e a Embraer deve anunciar a produção em Portugal de peças para aeronaves para atender ao mercado europeu.

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