Lula admite rever carga tributária do setor de informática

O Brasil está disposto a discutir reduções na carga tributária sobre o setor de informática dentro de uma estratégia envolvendo a política de inclusão digital e exportações do setor. A indicação foi dada hoje pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva, em discurso que fez na HP, em Barueri (SP), após encontro com a presidente mundial da companhia, Carly Fiorina.No encontro, a multinacional solicitou ao presidente da República que o Brasil adote um sistema de desoneração sobre as exportações de serviços e tecnologia da informação. Para fortalecer seu pleito, a HP criou um projeto piloto para realizar experiências com uma plataforma de exportações instalada no Brasil. Mostrando-se interessado em atrair investimentos deste setor, Lula disse que seu governo admite estabelecer uma política tributária mais favorável às empresas da área de informática. Ele argumentou que tal política estará inserida dentro de um projeto mais amplo de política digital, no qual ele defende um maior acesso da população à informática mesmo que, para isso, o governo tenha que adotar medidas de redução de custos para a importação dos produtos."Política de inclusão digital é aquela que o governo cria condições para produzir internamente ou importar máquinas das mais modernas possíveis, com a possibilidade de pagamento para a média da sociedade brasileira", observou. Ele não detalhou, entretanto, qual tipo de medidas pretende adotar.Lula já deixou a HP, acompanhado dos ministros - Luiz Fernando Furlan (Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior) e Eunício Oliveira (Comunicações), além do líder do governo no Senado, Aloizio Mercadante (PT-SP) - e seguiu para o aeroporto de Congonhas, em São Paulo, partindo imediatamente para Brasília, onde deverá chegar por volta das 14 horas.

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