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Lula alerta contra 'droga' do protecionismo às vésperas do G-20

Em artigo no 'Le Monde', presidente diz que maior sentimento protecionista dificulta avanços na Rodada Doha

Reuters,

30 de março de 2009 | 10h49

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva disse nesta segunda-feira, 30, que a restauração do crédito e a luta contra a "droga" do protecionismo são os problemas mais urgentes que os líderes do G-20 enfrentarão na sua reunião desta semana em Londres. O aumento do sentimento protecionista mundo afora irá também dificultar os avanços na Rodada Doha do comércio global, escreveu Lula em artigo publicado no jornal francês Le Monde.

 

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Como grande exportador de matérias-primas e membro do chamado Bric (iniciais de Brasil, Rússia, Índia e China, grandes países emergentes), o Brasil tem sido um participante ativo na Rodada Doha, um processo que visa à abertura dos mercados comerciais globais. Não é a primeira vez que Lula conclama os líderes mundiais a superarem o atual impasse nas negociações, lançadas em 2001.

 

"Sei que não será fácil concluir o ciclo de Doha", escreveu ele. "Em tempos de crises, o protecionismo, que eu vejo como uma droga, sobe."

 

A Rodada Doha está paralisada desde julho, quando uma discordância entre Índia e EUA a respeito de salvaguardas para agricultores de países pobres interrompeu o processo.

Lula disse que o protecionismo poderia causar uma euforia temporária, mas levaria a uma "depressão profunda" em médio e longo prazos.

 

Ele também pediu que o Fundo Monetário Internacional injete dinheiro em países em dificuldades, e disse que o FMI e o Banco Mundial precisam ser mais democráticos.

 

O presidente tem sido um dos defensores mais exaltados da necessidade de dar mais voz aos países em desenvolvimento nas organizações multilaterais. Na semana passada, ele provocou polêmica ao dizer que a atual crise global foi provocada por "brancos de olhos azuis".

 

"O FMI tem de irrigar a economia global, principalmente os países emergentes, para reverter a tendência protecionista antes que seja tarde demais", escreveu ele, alertando que o mundo enfrenta uma "crise de civilização".

 

Os líderes do G20 devem discutir, a partir de quinta-feira, medidas de apoio a bancos, ampliações dos gastos públicos e mais verbas para que o FMI resgate a economia mundial da recessão até o final de 2010, segundo um esboço de comunicado que foi obtido pelo jornal Financial Times.

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