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Lula apóia movimento por redução de jornada de trabalho

Em discurso para representantes de seis centrais sindicais, durante solenidade no Palácio do Planalto, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva defendeu a bandeira da redução da jornada de trabalho de 44 horas para 40 horas semanais, mas disse que a proposta não deveria partir do governo. "Se fosse apenas do governo, ia se transformar em embate entre o governo e a oposição e o povo ficaria alheio", afirmou Lula. O presidente destacou a importância de "aumentar as horas de lazer do trabalhador" e disse que não fazia nenhum discurso "contra qualquer empresário". "Nós precisamos uns dos outros, os empresários dos trabalhadores, os trabalhadores dos empresários e a Nação precisa dos dois", disse o presidente. Lula destacou o aumento do salário mínimo como conquista importante para os trabalhadores, porque "significa comida na mesa" e fez uma contraposição a altos valores ganhos em especulação financeira. "O salário mínimo na mão do pobre significa comida na mesa, mais feijão no prato do trabalhador, um sapato que pode ser comprado. Às vezes, um milhão no bolso (dos ricos) significa especulação e não produz nada", afirmou. Ele prometeu aos dirigentes sindicais que em breve será apresentado pelo ministro do Planejamento, Paulo Bernardo, o projeto que garante a presença de pelo menos um trabalhador nos conselhos de todas as empresas públicas.

LUCIANA NUNES LEAL, Agencia Estado

14 de fevereiro de 2008 | 14h44

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