Lula aproveita viagem à Argentina para aparar arestas de Doha

O presidente Luiz Inácio Lula da Silvavai aproveitar a visita que fará à Argentina a partir dopróximo domingo para tentar amenizar as rusgas que ficaram nasrelações bilaterais depois das negociações fracassadas daRodada de Doha. "O Brasil sempre agiu como um consultor de consenso duranteessas negociações e sempre fez todo o possível para acomodar osinteresses dos parceiros do Mercosul", disse o porta-voz daPresidência, Marcelo Baumbach, em briefing a jornalistas sobrea viagem de Lula. A Argentina e outros aliados tradicionais nas negociaçõescomerciais não concordaram com o apoio que o Brasil deu a umpacote de propostas apresentado durante as negociações de Dohaque tentava impedir o fiasco das conversações. Os argentinostemiam, entre outras coisas, uma abertura excessiva do seusetor industrial. Segundo Baumbach, "no momento atual nós vivemos umaconjuntura em que os países estão deixando assentar a poeira"depois do fracasso das conversas em Genebra na últimaquarta-feira, após nove dias de duras negociações para sechegar a um acordo global de comércio. Com a pausa forçada da Rodada de Doha, o porta-voz disseque "a idéia do presidente é de que nós devemos fortalecer osmecanismos de integração regional", ressaltando que se abriu"um momento de reflexão sobre os caminhos a seguir". CHINA O porta-voz comentou também a visita de Lula à China, ondeele estará para a abertura dos Jogos Olímpicos na sexta-feirada semana que vem. Além de aproveitar a presença de muitos chefes de Estado ede governo para buscar apoio à candidatura do Brasil para sersede da Olimpíada de 2016, Lula discutirá comércio com opresidente chinês, Hu Jintao. Lula "vai levar ao presidente Hu Jintao a sua satisfaçãocom o incremento do comércio bilateral", mas também vai mostrarsua "preocupação com os déficits crescentes". (Reportagem de Ana Paula Paiva)

REUTERS

31 de julho de 2008 | 15h56

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