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Lula assina decreto que exclui Besc do PND

Decreto vai permitir a integração do Banco do Estado de Santa Catarina ao Banco do Brasil

Fernando Nakagawa, da Agência Estado,

20 de fevereiro de 2008 | 16h52

Em solenidade no Palácio do Planalto, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva assinou nesta quarta-feira, 20, decreto excluindo o Banco do Estado de Santa Catarina (Besc) do Programa Nacional de Desestatização (PND). Segundo o governador de Santa Catarina, Luiz Henrique da Silveira, o decreto - que vai permitir a integração do Besc ao Banco do Brasil - fará com que o banco catarinense seja "muito mais forte" quando integrado ao BB. Luiz Henrique reafirmou que o Estado deve receber R$ 250 milhões como pagamento do BB pelo direito de administrar a folha de pagamento dos servidores estaduais. Ele não comentou a possibilidade de que a operação possa abater parte da dívida estadual com o governo federal. Disse apenas que a direção do Banco do Brasil informou a ele nesta quarta que o processo de integração pode ser concluído até o final de julho.  O presidente do Besc, Eurides Mescolotto, anunciou que a instituição terá 30 dias para contratar uma empresa responsável pela avaliação de seus ativos. Esta análise será usada na operação de incorporação do Besc à estrutura do Banco do Brasil. Segundo ele, o trabalho da consultoria será o de avaliar os ativos e o valor de mercado do banco, que servirá de base para a troca de ações do Besc e do BB. Após a contratação desta empresa, ele acredita que o modelo do negócio deverá ser anunciado em até 45 dias úteis. Isso pronto, a proposta será levada aos acionistas, que deverão aprovar o texto em assembléia.  Para Mescolotto, o processo todo deverá ser concluído no segundo semestre deste ano. Um prazo "otimista", segundo ele, seria até o dia 31 de julho. No cenário mais pessimista, o negócio poderia ser concluído até 31 de outubro.  Ao chegar ao Palácio do Planalto, ele anunciou também que a partir de amanhã passa a valer um acordo de compartilhamento de caixas eletrônicos (ATMs) entre o Besc e o BB. Segundo ele, clientes do banco catarinense poderão usar os terminais do Banco do Brasil em qualquer lugar do País e vice-versa.  O presidente do Besc avalia como remota a possibilidade de o processo de incorporação ao BB ser interrompido. "Estamos apenas nos trâmites burocráticos. Não acredito (na possibilidade de o processo ser interrompido)", afirmou ao citar que a Justiça de Santa Catarina não tem registrado nenhum processo contrário à integração do Besc ao BB.

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