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Lula ataca tarifas européias para importação de etanol

Segundo presidente, será impossível expandir mercado de biocombustíveis na região com tais custos

VERA ROSA, Agencia Estado

12 de setembro de 2007 | 08h54

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva atacou nesta quarta-feira, 12, as tarifas cobradas pela União Européia (UE) para a importação do etanol, que podem alcançar até 55%. "Será impossível expandir significativamente o mercado para biocombustíveis na União Européia enquanto persistirem políticas protecionistas", disse Lula durante seminário em Estocolmo (Suécia). O presidente lembrou que, no caso do petróleo, a taxa não passa dos 5%.   Ele mencionou a importância da "conclusão satisfatória" da Rodada Doha, na Organização Mundial do Comércio (OMC), como um fato "inadiável". Disse ainda que não será possível eliminar os extremos da pobreza e da fome em muitos países "sem rever práticas que distorcem o comércio internacional, sobretudo em agricultura, em prejuízo de quem é mais competitivo".   No segundo dia de sua viagem a Estocolmo, Lula também apresentou aos empresários a oportunidade de investimentos no Brasil. Ao lado do rei da Suécia, Carlos XVI Gustavo, o presidente destacou o Programa de Aceleração do Crescimento (PAC), lançado em janeiro, e disse que o governo brasileiro alocará US$ 252 bilhões, até 2010, para projetos de desenvolvimento, especialmente em infra-estrutura.   Lula afirmou que o Brasil passou quase três décadas em situação econômica difícil. Garantiu, porém, que hoje a situação é diferente. "O Brasil, durante muito tempo, falava o que não fazia e fazia o que não falava", discursou, sem mencionar a quais governos se referia. "Nós queremos falar a mesma linguagem com a luz do dia ou com a luz das estrelas."   Na definição do presidente, o País está se recuperando "de forma sólida, madura e consistente". Após o seminário, Lula se dirigiu ao Instituto Real de Tecnologia a bordo de um ônibus vermelho da Scania, movido a etanol. Atualmente há 600 ônibus desse tipo em Estocolmo, dos quais 400 estão em circulação. "Vamos levar isso para o Brasil", adiantou o presidente.   Os testes para o primeiro ônibus brasileiro movido a etanol começarão em outubro, em São Paulo, no corredor da Empresa Metropolitana de Transportes Urbanos (EMTU) que liga São Bernardo do Campo ao bairro do Jabaquara.

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