Lula atacará flexibilização de lei trabalhista na OIT

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva vai atacar na cúpula mundial do trabalho a ideia do "Estado mínimo" e insistir em que, em um momento de crise, não há como falar na flexibilidade no setor trabalhista. Na próxima segunda-feira (dia 15), Lula abrirá a conferência da Organização Internacional do Trabalho (OIT) em Genebra, na Suíça, marcando os 90 anos da entidade.

AE, Agencia Estado

10 de junho de 2009 | 10h03

O Brasil desembarca em Genebra com um "trem da alegria" e terá a maior delegação entre os 190 países que participam do evento. O governo ainda assinará um compromisso de que vai erradicar o trabalho escravo até 2015. Lula quer aproveitar a crise financeira internacional para defender o "modelo brasileiro de crescimento" e apresentá-lo como uma base a ser seguida. Lula destacará o Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) e a criação de empregos que os projetos tendem a gerar.

O presidente brasileiro, portanto, colocará em questão toda a ideia de um "Estado mínimo" e insistirá na defesa de investimentos públicos. Lula deve, ainda, questionar o maior impulso dado nos últimos meses à ideia de uma maior flexibilização no mundo do trabalho como forma de evitar o aumento do desemprego. Nos países ricos, a taxa de desemprego atingiu o maior nível em 15 anos. Mas o recado do governo brasileiro será exatamente o contrário: no momento de crise, o que se necessita é de maiores garantias de estabilidade para o trabalhador. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

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