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Lula atenua efeito de crise no Brasil

Para o presidente, País poderá perder, no máximo, 0,3 ponto porcentual na taxa de crescimento do PIB

Lisandra Paraguassú, O Estadao de S.Paulo

07 de setembro de 2014 | 00h00

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva atenuou ontem os possíveis efeitos da crise global de crédito no crescimento do Brasil. Depois de dizer que o Produto Interno Bruto (PIB) brasileiro estava crescendo de forma ''''razoável'''', Lula afirmou que o País perderia, no máximo, 0,3 ponto porcentual no caso de haver uma recessão nos Estados Unidos.''''Com a diminuição da economia americana, alguns estudos dizem que o Brasil poderá reduzir entre 0,1 ponto e 0,3 ponto porcentual do crescimento do seu PIB'''', afirmou o presidente, sem citar a origem desses estudos. As declarações foram feitas durante conferência de imprensa, ontem, na Dinamarca, terceira etapa da viagem presidencial pelos países nórdicos.O presidente aproveitou o momento para voltar a cobrar ações dos Estados Unidos e dos bancos internacionais para controlar a crise. ''''É preciso exigir dos Estados Unidos e dos bancos que ajudaram a financiar títulos de segunda classe, pensando em ganhar dinheiro fácil como se estivessem num cassino, que não joguem a responsabilidade para os países que estão fazendo um esforço imenso para se desenvolver'''', afirmou o presidente. ''''É isso que vamos exigir, que quem fez a crise pague por ela. É uma briga dura, mas a faremos com galhardia.''''Lula aproveitou a viagem à Dinamarca para, mais uma vez, vender o País e tentar atrair mais investimentos. Pela manhã, em um encontro com empresários, reforçou que a economia brasileira está sólida, assim como as instituições, e falou sobre o Programa de Aceleração do Crescimento (PAC).''''É importante explicar aos empresários o que é o PAC. São US$ 252 bilhões que iremos investir em infra-estrutura. São milhões investidos em ferrovias, portos, aeroportos e estradas'''', explicou. ''''Estamos determinados a colocar o Brasil no padrão dos chamados países desenvolvidos.''''De acordo com o presidente, o Brasil ''''tomou uma decisão''''. ''''Não iremos jogar fora a oportunidade de nos transformarmos definitivamente numa grande economia.''''ETANOLLula voltou a reclamar da sobretaxa européia para importação de etanol, que chega a 55%, quando para combustíveis derivados de petróleo é de 5%. O presidente provocou os dinamarqueses, ao contar que acabara de ouvir do governo da Suécia, etapa anterior da viagem, que a tarifa seria reduzida a zero naquele país.O primeiro-ministro dinamarquês, Anders Rasmussen, fez questão de explicar que o seu governo decidiu acelerar a adição de etanol aos combustíveis depois de visitar o Brasil, no ano passado.Para cumprir a meta de acrescentar 10% de etanol na gasolina até 2010, a Dinamarca precisará de etanol brasileiro. Um acordo foi assinado ontem entre os governos brasileiro e dinamarquês para futura importação de etanol e cooperação na área de eficiência energética.''''A Dinamarca cresceu 70% nos últimos 25 anos usando a mesma quantidade de energia. A área de eficiência energética é algo que podemos oferecer ao Brasil'''', afirmou Anders Rasmussen.FRASES Luiz Inácio Lula da SilvaPresidente da República''''Com a diminuição da economia americana, alguns estudos dizem que o Brasil poderá reduzir entre 0,1 ponto e 0,3 ponto porcentual do crescimento do PIB''''''''É preciso exigir dos Estados Unidos e dos bancos que ajudaram a financiar títulos de segunda classe que não joguem a responsabilidade para os países que estão fazendo um esforço imenso para se desenvolver''''

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