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Lula: BNDES terá R$ 225 mi para projetos de reciclagem

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva disse hoje que o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) financiará, nos próximos dois anos, R$ 225 milhões em projetos de reciclagem. No programa semanal de rádio "Café com o Presidente", Lula afirmou que os recursos vão ajudar cooperativas de catadores a montar galpões de tratamento de resíduos.

EQUIPE AE, Agencia Estado

02 de novembro de 2009 | 11h21

No programa, o presidente pediu que as prefeituras ajudem a organizar os catadores em cooperativas, mais do que incentivar a iniciativa empresarial no setor. "Quero fazer um apelo aos prefeitos do Brasil inteiro, sabe, que ajudem a organizá-los. Se, por acaso, um prefeito qualquer resolver tirar 200, 300 pessoas que estão na catação para colocar um empresário, o que vai acontecer? Ao invés de dar salário para 300 pessoas, você dá lucro para apenas uma."

O governo enviou um projeto de lei ao Congresso que regulamenta a atividade de catador de material reciclável, afirmou o presidente. "Espero que essa lei seja aprovada logo."

A visita à Feira Nacional do Transporte (Fenatran) em São Paulo, na semana passada, também foi tema de Lula no programa. O presidente contou que, durante o evento, pôde perceber os resultados do Procaminhoneiro, programa que reduziu juros e aumentou prazos de financiamento, para que caminhoneiros troquem veículos velhos por novos. "O Procaminhoneiro está dando um resultado extraordinário", comentou.

Segundo Lula, a indústria automobilística já está sentindo os efeitos da iniciativa. "O resultado é que se está vendendo muito caminhão. Vou dar um exemplo: a Mercedes-Benz me procurou, coisa de 15 dias atrás. Ela tinha mandado embora praticamente 1.200 trabalhadores e veio me comunicar a contratação de 1.300, porque voltou a vender e a produzir muito. Esse é um dado extremamente importante."

Lula também atribuiu o aumento das vendas ao fundo garantidor de crédito, que beneficia sobretudo os caminhoneiros autônomos. O presidente disse esperar que os incentivos contribuam para dinamizar a indústria do setor e para renovar a frota brasileira com veículos mais eficientes e menos poluentes.

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