Renda extra

Fabrizio Gueratto: 8 maneiras de ganhar até R$ 4 mil por mês

Lula: cidadão que pratica cartel não tem cara de bandido

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva disse hoje que os representantes de cartéis não têm cara de bandido nem de malandro. "O cidadão que pratica cartel não tem cara de bandido. Você pensa que está diante do maior defensor do livre comércio e de processos abrangentes de licitação. Mas, não está. Alguns eu tive a oportunidade de ver. Eles nunca têm cara de bandido nem de malandro", disse Lula, durante solenidade de comemoração do Dia Nacional do Combate a Cartéis, no Ministério da Justiça.

LEONENCIO NOSSA E ISABEL SOBRAL, Agencia Estado

08 de outubro de 2009 | 20h27

Em discurso de improviso, o presidente afirmou que o combate à prática de cartel não era uma tradição no País. "Era comum colocar certas coisas debaixo do tapete. Parecia que não tinha cartel e corrupção no Brasil", disse o presidente, numa crítica a antecessores. "Quando levantamos o tapete, vimos quanta sujeira tinha", completou.

Em seu discurso, Lula destacou que a Secretaria de Direito Econômico (SDE) do Ministério da Justiça investiga hoje cerca de 100 denúncias de cartel. Segundo ele, uma das multas aplicadas pela SDE chegou a R$ 340 milhões. Lula reconheceu, no entanto, que o governo tem muita dificuldade de receber essas multas. "Temos de ver se essa multa a gente recebe", disse o presidente, referindo-se aos R$ 340 milhões.

O presidente destacou que o país passou a ter mais responsabilidade no cenário internacional, pois tornou-se exemplo e paradigma em áreas como combate a cartéis. "O cartel gera aumento de preços e de inflação, prejudicando especialmente as pessoas que vivem de salário mínimo", disse. "O cartel é uma grave lesão à concorrência. É um acordo para acertar preços e dividir clientes e mercados, prejudicando seriamente os consumidores", completou.

O ministro da Justiça, Tarso Genro, disse que a comemoração do Dia Nacional do Combate a Cartéis é importante para se disseminar a cultura da legalidade entre o empresariado. "O combate a cartéis é uma ação necessária ao desenvolvimento do País", afirmou o ministro, para uma plateia formada de empresários e especialistas em direito da concorrência. O ministro assinou convênio de cooperação com a União Europeia para que o Brasil amplie suas ações de combate a cartéis internacionais.

Tudo o que sabemos sobre:
cartéisconcorrênciaLulaJustiça

Encontrou algum erro? Entre em contato

Tendências:

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.