Lula comemora manutenção da Selic em 13,75%, dizem fontes

Presidente considerou "sensata" decisão do BC para taxa básica de juros e aguarda indicadores do Copom

João Domingos, enviado especial,

30 de outubro de 2008 | 15h39

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva comemorou a decisão do Banco Central (BC) de manter a taxa básica de juros (Selic) em 13,75% ao ano, de acordo com informações de auxiliares que viajaram com ele para El Salvador e Cuba. "Foi uma decisão sensata, porque tudo ainda é uma incógnita", disse Lula, de acordo com relato de um desses auxiliares. "Agora, é esperar a ata do Copom (Comitê de Política Monetária, do BC), para saber se os indicadores são para que a taxa fique nesse porcentual", afirmou ainda Lula. Veja também:Crédito para empresas já começa a se regularizar, diz MeirellesSenador ataca 'supergênios' e critica uso de MPs contra criseCrise financeira é sistêmica e ninguém escapará, diz MantegaVeja os reflexos da crise financeira em todo o mundoVeja os primeiros indicadores da crise financeira no BrasilLições de 29Como o mundo reage à crise  Entenda a disparada do dólar e seus efeitosEspecialistas dão dicas de como agir no meio da crise Dicionário da crise   Na viagem, Lula elogiou a Câmara dos Deputados, que aprovou na quarta-feira o projeto de criação do Fundo Soberano do Brasil (FSB). A expectativa é de que o fundo já tenha recursos, neste ano, de R$ 14 bilhões. O dinheiro sairia do excesso de arrecadação destinado ao superávit primário. Será, de acordo com Lula, um instrumento essencial para manter os investimentos em momento de escassez de recursos e desaceleração da economia. O presidente chegou a San Salvador para participar da 18ª Reunião de Cúpula dos Países Ibero-americanos, às 7 da manhã de quinta-feira, horário de Brasília. Dormiu cerca de três horas. Em seguida, tomou café-da-manhã com o presidente da Bolívia, Evo Morales, que solicitou a audiência. O pedido para uma conversa reservada não foi à toa. Por ter sua economia amarrada à exploração de petróleo e gás, a Bolívia está muito frágil neste momento em que há uma baixa grande no preço desses dois produtos. Lula disse a Evo que o Brasil continuará comprando gás boliviano. E que a Petrobrás manterá seus investimentos na Bolívia. Lula cumprimentou Morales pelo acordo feito com a oposição, há 10 dias, que permitirá realizar, em janeiro do ano que vem, o referendo que aprovará ou não a nova Constituição do país. O presidente brasileiro disse a Morales ter a certeza de que agora, com o acordo, os embates políticos na Bolívia vão diminuir.

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