Lula compara ações anticrise com as da Europa e EUA

Presidente respondeu em reunião a críticas da oposição contra MP que permite estatização de bancos

Leonencio Nossa e Tânia Monteiro, de O Estado de S. Paulo,

24 de outubro de 2008 | 13h56

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva voltou a rebater, durante reunião com o comitê gestor do Conselho de Desenvolvimento Econômico e Social (CDES), críticas da oposição às medidas adotadas pelo governo para combater no País os efeitos da crise financeira internacional: "As críticas são estranhas. Não vejo lógica. É só olhar o que está acontecendo na Europa e nos Estados Unidos. Não tem diferença. São medidas de prevenção que nos dão segurança", disse o presidente, segundo relato do ex-governador do Rio Grande do Sul Germano Rigotto, um dos participantes do encontro, no Palácio do Planalto. Veja também: Comitê propõe a Lula freada na alta dos juros Consultor responde a dúvidas sobre crise   Como o mundo reage à crise  Entenda a disparada do dólar e seus efeitos Especialistas dão dicas de como agir no meio da crise A cronologia da crise financeira  Dicionário da crise Lula, segundo o ex-governador, se referia às medidas provisórias (MPs) editadas nos últimos dias - a que ampliou os poderes do Banco Central (BC) no socorro a instituições financeiras e a que autorizou o Banco do Brasil (BB) e a Caixa Econômica Federal (CEF) a adquirirem participação e até o controle acionário de bancos e determinados tipos de empresas.DuetoLula ainda afirmou que o ministro da Fazenda, Guido Mantega, e o presidente do Banco Central, Henrique Meirelles, "formam uma dupla perfeita", segundo relato do empresário Antoninho Marmo Trevisan, integrante do comitê gestor do CDES, ao sair de reunião com o presidente no Palácio do Planalto. "O Meirelles e o Guido estão fazendo uma parceria que parece um dueto, nunca estiveram tão afinados", disse Lula, de acordo com Trevisan.

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