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Lula: conclusão da Rodada Doha é uma necessidade urgente

Combate ao protecionismo foi endossado pelo presidente da Coréia do Sul, Lee Myung-bak, em visita ao Brasil

Tânia Monteiro, da Agência Estado,

19 de novembro de 2008 | 17h43

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva aproveitou o discurso no almoço oferecido ao presidente da Coréia do Sul, Lee Myung-bak, para voltar a defender a necessidade de os países se entenderem e darem mais um passo concreto em relação à finalização da Rodada Doha. "A conclusão da Rodada Doha deixou de ser uma oportunidade. Ela é hoje uma necessidade urgente", disse o presidente nesta quarta-feira, 19, reiterando a importância de darem andamento às negociações e justificando que "o comércio livre será um poderoso instrumento de resolução da crise". Segundo Lula, "Coréia e Brasil estão unidos na defesa de mais integração, mais comércio, menos distorções e menos protecionismo".   Depois de comemorar o salto de 183% do comércio entre os dois países, citando que ele cresceu de US$ 1,9 bilhão, em 2002, para US$ 5,4 bilhões, em 2007, e poderá chegar próximo aos US$ 8 bilhões em 2008, o presidente Lula falou que "ainda tem muito espaço para crescer e, sobretudo, de forma mais equilibrada".   Para o presidente, a parceria entre Coréia e Brasil torna-se "ainda mais estratégica no momento em que o mundo enfrenta uma crise financeira de proporções sem precedentes" e voltou a pregar a necessidade de "uma pronta e abrangente ação para debelar os principais fatores de turbulência global". Para o presidente, é preciso privilegiar a economia real, os investimentos produtivos e as atividades geradoras de renda e empregos para conter a ameaça de recessão".   O presidente coreano, por sua vez, endossou as palavras de Lula, falando sobre os resultados da reunião do G-20, de Washington, de buscar mecanismos de fiscalização do sistema financeiro. Lee Myung-bak aproveitou também para convidar o presidente Lula a visitar a Coréia do Sul, no ano que vem.   No mesmo discurso, Lula lembrou que a eleição de Ban Ki-Moon como secretário-geral da Nações Unidas foi apoiada desde a primeira hora pelo Brasil em reconhecimento ao empenho da Coréia pelo fortalecimento do multilateralismo. "Sei que poderemos contar com a Coréia e com a ação do secretário-geral para avançar na urgente tarefa de tornar a ONU e seu conselho de segurança, em particular, mais representativos da realidade contemporânea".

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