Lula convoca a população para evitar o retorno da inflação

Para o presidente, alta dos preços é preocupação de todos, 'pois é um mal para os que vivem de salário'

Milton F.da Rocha Filho, da Agência Estado,

19 de maio de 2008 | 07h22

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva no seu programa semanal de rádio, Café com o Presidente, fez um alerta sobre a inflação e disse ser importante que o povo entenda o seguinte: "A inflação é uma obrigação de todo brasileiro, que deve cuidar para que ela não aconteça. Sabe, é do trabalhador que compra, da dona de casa que compra, do empresário que produz, do atacadista que vende, do varejista e do governo".   Veja também:  Ouça na íntegra o programa 'Café com o Presidente' Entenda a crise dos alimentos  Entenda os principais índices de inflação   O PAC da indústria    "O governo vai fazer o esforço que tiver que fazer para evitar que a inflação volte. Hoje, nós temos uma inflação de 4,5%. É a nossa meta, ela pode ir dois pontos para mais ou dois pontos pra menos", afirmou o presidente.   Para Lula, todos precisam se preocupar com a inflação, "porque ela é um mal muito grande para o País e para as pessoas que vivem de salário". E salientou: "Agora, nós estamos acompanhando atentamente, porque eu tenho dito, já há alguns meses, que é importante que o Brasil mantenha um equilíbrio entre a sua capacidade produtiva, ou seja, a sua capacidade de ofertar os produtos, tem que acompanhar o crescimento da demanda".   Lula disse estar convencido de que "nós vamos controlar a inflação, ela vai estar controlada, o governo está atento, e vamos trabalhar para que o Brasil cresça". O presidente salientou que "há muito investimento. Por isso que nós estamos muito otimistas de que nós vamos manter a inflação baixa. O Brasil vai crescer de forma sustentável durante um longo período".     Política industrial     Lula também analisou a política industrial que o governo anunciou há uma semana e disse que ela chegou com vinte e cinco anos de atraso. Segundo Lula, durante muito tempo, no Brasil se discutiu se o País precisaria ter ou não uma política industrial. "E muita gente dizia que o Brasil não deveria ter, que o governo não deveria incentivar. O que nós fizemos? Ficamos vários meses discutindo com todos os segmentos empresariais, para construir uma proposta de política de desenvolvimento produtivo que pudesse incentivar alguns setores da indústria brasileira", afirmou.   Entre os setores que receberão investimentos, Lula citou a indústria de bens de capital, que produz máquinas, o que significa renovar a capacidade produtiva de uma empresa e "ao mesmo tempo incentivar as exportações brasileiras", pelas grandes empresas, além de "aumentar em 10% a exportação de microempresas".   Segundo Lula, "é importante que a sociedade saiba os eixos principais da política de desenvolvimento produtivo. Nós queremos ampliar o investimento. Nós queremos incrementar a inovação e nós queremos aumentar as exportações. Esses são os três eixos básicos da nossa política".   O presidente também citou duas metas principais do governo."Ampliar a taxa de investimento do PIB, dos atuais 17,6% para 21% até 201" e "aumentar os investimentos atrelados a pesquisas e desenvolvimento para 0,75%, o que é muito importante, isso representa mais ou menos, R$ 18,2 bilhões".

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