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Lula convoca população às compras e pede juro mais baixo

?Se vocês não estão devendo, comprem o que têm que comprar. Mas, se têm dívidas, paguem?, diz o presidente

, O Estadao de S.Paulo

06 de dezembro de 2008 | 00h00

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva voltou a conclamar a população a manter seus planos de compras e pediu a redução de juros e preços nos financiamentos ao consumidor. "Se vocês não estão devendo, comprem as coisas que têm que comprar. Mas, se têm dívidas, paguem", recomendou, após encontro em São Paulo com a ex-refém das Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (Farc) Ingrid Betancourt.Questionado se o consumidor poderia sentir-se seguro ao comprar um carro em 48 parcelas, por exemplo, Lula disse que "movimentar a economia também é responsabilidade nossa". "Houve um primeiro momento em que aumentou o juro do carro e aumentou a entrada do carro. É preciso a gente diminuir e facilitar para as pessoas comprarem", disse o presidente."Agora é que precisamos da compreensão dos empresários. É hora de baixar juro, de baixar preço, é hora de compreender que cada um tem de fazer seu sacrifício para que a economia brasileira siga crescendo."Lula disse que, em momentos de crise, o Estado precisa ser o indutor do desenvolvimento econômico. Segundo ele, o governo já adotou medidas para ajudar o setor automobilístico, a construção civil e as pequenas e médias empresas, mas ainda haverá novas ações. "Vamos tomar outras medidas porque está demorando para o dinheiro chegar no local esperado." O presidente destacou que o ano de 2008 já está garantido. "Basta ver o movimento na Rua 25 de Março e nos shoppings. Mas temos um problema em automóveis e bens duráveis." Segundo ele, a sociedade não pode deixar de consumir por medo de perder o emprego, o que pode ocorrer justamente pela queda no consumo. "Se ninguém comprar, ninguém vende, ninguém produz, portanto a economia pára." Para Lula, embora a crise seja grave, é uma oportunidade para que o Brasil e o mundo saiam dela muito melhores.O presidente voltou a dizer que o Brasil é um dos países mais bem preparados para enfrentar a crise, pois diversificou sua pauta de exportações e vende a vários países.

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