Lula: crise não atingiria Brasil sem quebra do Lehman

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva afirmou, em Nova York, ter "convicção" de que a crise não atingiria o Brasil se não tivesse ocorrido a quebra do Lehman Brothers. Praticamente um ano depois da falência do banco de investimentos, o brasileiro disse que "se o governo passado tivesse tido a coragem de colocar US$ 60 bilhões no Lehman Brothers, possivelmente, eles não tivessem quebrado e o credito não tivesse desaparecido, como desapareceu".

NALU FERNANDES, Agencia Estado

22 de setembro de 2009 | 01h13

Lula deu as afirmações ao receber o prêmio Woodrow Wilson para Serviço Público, em jantar realizado no Waldorf Astoria, em Manhattan. O presidente questionou a explicação para o desaparecimento da concessão de crédito após a falência do Lehman Brothers, em setembro em 2008. No Brasil, avaliou, "o que aconteceu, na verdade, foi que houve um pouco de covardia de alguns setores da economia brasileira que pisaram muito rapidamente no breque".

O presidente afirmou que o Brasil terá um 2010 "extremamente promissor, pois tomamos todas a medidas que tivemos de tomar". Ele destacou o investimento em educação e disse que esta foi uma das razões pela qual o governo encaminhou ao Congresso o sistema de partilha para exploração e produção do petróleo na camada do pré-sal - com a proposta da constituição de um fundo para investir em educação, ciência e tecnologia e combate à pobreza, entre outras questões.

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