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Lula: Dados da Petrobras são segredo de Estado e furto é 'grave'

Presidente diz ainda que estatal perdeu informações que já conhecia sobre os campos de Júpiter e de Tupi

Tânia Monteiro, enviada especial de O Estado de S. Paulo,

17 de fevereiro de 2008 | 17h46

Os quatro laptops furtados da Petrobras continham "informações que eram segredo de Estado", afirmou neste domingo, 17, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva, em seu primeiro pronunciamento sobre o caso. "É uma coisa grave que estamos investigando."  Veja também: PF cogita ouvir ex-técnicos da Petrobras sobre o furto de informações sigilosasA exploração de petróleo no BrasilA maior jazida de petróleo do PaísMaterial roubado estava em sonda na bacia de Santos, diz PFDilma diz que há indícios de espionagem no caso Petrobras  Os computadores continham dados sobre os campos Tupi e Júpiter, recentemente descobertos. "O dado concreto é que a Petrobras já tem todas as informações que ela precisava ter sobre o Júpiter e o Tupi. Portanto, quem roubou não roubou nada que a Petrobras não conhecesse ainda", disse o presidente. "Do ponto de vista estratégico é que estamos querendo saber o que aconteceu de verdade, porque são apenas três empresas no mundo que trabalham com esse tipo de trabalho, de prospecção, de estudos." A Petrobras é líder em pesquisa e produção de petróleo em águas profundas. Tupi é considerado uma mega reserva de petróleo, com um volume estimado entre 5 bilhões e 8 bilhões de barris. O óleo está em uma área muito profunda, de aproximadamente 5.000 metros, numa camada do solo denominada pré-sal. Próxima a Tupi está a reserva de gás Júpiter, cuja descoberta foi anunciada em janeiro. Sua exploração deverá aproximar o Brasil da auto-suficiência em gás. Lula frisou que não é momento para precipitação. "Temos de aguardar com uma certa tranqüilidade as investigações, não fazer insinuações acusando qualquer pessoa ou inocentando qualquer pessoa", comentou. "Por enquanto, estamos numa fase de investigação." Ele acrescentou que foi informado sobre o roubo "logo no começo" e que a Agência Brasileira de Inteligência (Abin), a Polícia Federal e a segurança da Petrobras tentam esclarecer o ocorrido. Porém, não se sabe ainda nem onde o furto ocorreu. "Não sabemos ainda onde foi roubado, é uma coisa difícil de ser roubada porque estava dentro de um contêiner." Lula tem sido informado diariamente pelo ministro da Justiça, Tarso Genro, sobre o andamento das investigações. Novo Delegado  Sem resultados concretos desde a abertura do inquérito, no último dia 7, a direção da Polícia Federal decidiu reforçar as investigações. Ainda hoje seguirá para Macaé uma equipe completa, formada por um delegado experiente e pelo menos mais três auxiliares, que liderará as investigações. A delegada Carla Dolinski, que abriu o inquérito, continuará no caso. A expectativa é que ao longo desta semana, os resultados das primeiras perícias e a análise dos depoimentos já tomados apontem pistas.  (Colaborou Sônia Filgueiras, de O Estado de S. Paulo)

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