Lula defende aumento de gastos públicos

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva defendeu hoje o aumento dos gastos públicos e afirmou que não fará um ajuste das contas promovendo um arrocho salarial. "Não faremos arrocho salarial. A máquina pública estava desmantelada, destruída e atrofiada. Os funcionários públicos de alto escalão estavam porcamente remunerados", disse Lula em café da manhã com jornalistas.

BEATRIZ ABREU E VERA ROSA, Agencia Estado

21 de dezembro de 2009 | 12h51

A elevação da folha salarial é um dos pontos da política do governo criticado pela oposição. Os oposicionistas, como o PSDB, alertam para a dificuldade de equilíbrio das contas a partir de 2010 devido ao impacto da folha salarial e a baixa arrecadação tributária, provocada pelas desonerações praticadas pelo governo. "Nós vamos continuar contratando médicos, professores", afirmou o presidente.

Lula defendeu o endividamento da União e a medida que ampliou a margem de endividamento dos Estados para que participassem do esforço do governo federal para estimular a economia. Segundo ele, havia uma capacidade de endividamento que foi utilizada. "A dívida pública está bem controlada e a perspectiva de crescimento da economia é a melhor possível", disse.

O presidente insistiu que a economia vai crescer "de forma vigorosa" em 2010 e, dirigindo-se aos jornalistas, comentou: "vocês terão um ano estupendo".

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