Lula defende cumprimento da meta de inflação de 5,5%

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva defendeu hoje em seu discurso na reunião do Conselho de Desenvolvimento Econômico e Social (CDES) a manutenção da meta de inflação de 5,5% em 2004, contrariando, assim, a opinião de alguns analistas que têm defendido o ajuste da meta como forma de permitir maior queda dos juros. "Hoje estamos mais próximos de atingir a meta de 5,5% do que em qualquer momento da história neste país", disse o presidente. Pela política de metas de inflação, a definição da Selic, a taxa básica de juros da economia, depende do cumprimento dessa meta. Regra geral, juros mais altos tendem a manter a inflação controlada, pois inibem o consumo. O presidente comparou o objetivo de atingir a meta por parte do governo como uma criança que tem uma nota mínima e não estuda o suficiente e acaba ficando de recuperação. "Nós não queremos ficar para recuperação e, possivelmente, vamos conseguir isto se tivermos serenidade para levar com a seriedade necessária o atendimento às necessidades do País", afirmou. Lula diz que juro é tratado como bode expiatório Lula afirmou que muitas vezes a taxa de juros no País é tratada como "bode expiatório" de todos os problemas do governo. Segundo ele, não cabe discutir se esse debate é justo ou injusto, mas é preciso reconhecer que sob o ponto de vista de juros real a taxa praticada hoje no Brasil é mais baixa dos últimos dez anos. O presidente deixou claro que questões como a de juros são resultado da credibilidade do País. Ele reconheceu que tanto o seu governo quanto a política econômica desenvolvida até agora merecem críticas. "Mas é preciso reconhecer que, pela primeira vez na história, estamos conquistando a estabilidade sem nenhuma invenção econômica.? Para o presidente, não seria justo inventar "o plano Palocci ou o plano Lula para ter sucessos de meio dia ou meia-hora".

Agencia Estado,

11 Março 2004 | 11h51

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